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  28.06.12

Desassoreamento no Lago do Taboo


Sob orientação do IPT, Governo autoriza 3,8 milhões para o desassoreamento de lago em Bragança Paulista


Em reunião na sede da Prefeitura Municipal de Bragança Paulista, com a participação de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), nesta terça-feira, 26 de junho, o Secretário Estadual de Turismo, Claudio Valverde, assinou convênio entre a Administração Municipal e o Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Cidades Estâncias (DADE) para o desassoreamento do Lago do Taboão e melhorias no corredor turístico da cidade.

(Esquerda p/ direita) Secretário municipal de Meio Ambiente, Joaquim G. de Oliveira, Secretário Estadual de Turismo, Claudio Valverde, pesquisadores do IPT, Gerson Salviano de Almeida Filho e Claudio Luiz Ridente Foto: Prefeitura de Bragança Paulista
 
Pesquisadores do Laboratório de Riscos Ambientais (LARA)  do IPT iniciaram em 2010 um estudo sobre as condições do lago e entregaram recentemente um diagnostico dos processos erosivos e do nível de assoreamento, em um projeto financiado pela Secretaria de Desenvolvimento, por intermédio do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (Patem).

Com a disposição de R$ 3,8 milhões do DADE, foi autorizado pelo governador Geraldo Alckmin o financiamento do projeto. Por tanto, a empresa que vencer a licitação para o desassoreamento do Lago do Taboão, deverá seguir as normas e cautelas definidas pelo IPT, que elaborou um relatório de identificação das causas do assoreamento e propões medidas para uma politica de gestão municipal.

Em função do histórico de instabilidade ocorrido na década de 90 e da condição geotécnica no entorno do lago (presença de argila orgânica de baixa resistência ao cisalhamento), o diferencial do estudo foi verificar as condições atuais de firmeza dos taludes das margens, visando estabelecer níveis seguros de desassoreamento para garantir que as obras públicas e edificações ao redor do lago não tenham riscos.

Entre as orientações do IPT, contidas no laudo, estão: a melhora do escoamento das águas com dispositivos de contenção de sedimentos; minimização do problema das erosões com a construção de emissários e outras obras; construção de dissipadores de energia das águas na saída de emissários; controle do escoamento superficial da área; plantio de espécies nativas nas áreas do entorno; exigência a proprietários de novos empreendimentos de execução de obras provisórias para conter processos erosivos e reter sedimentos nas próprias fontes geradoras; e manutenção periódica das obras realizadas.