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  03.07.12

Projetos internos concludos


‘Café com Tecnologia’ apresenta e discute sobre os quatro primeiros projetos internos finalizados no IPT


Com a motivação de discutir sobre um balanço e as perspectivas do programa de projetos internos, foi organizada a reunião com os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), no dia 27 de junho, em continuidade ao encontro ‘Café com Tecnologia’, que traz abordagens relacionadas à inovação. A intenção foi debater a importância desta ferramenta de apoio às atividades inovadoras, apresentando os quatro primeiros projetos internos concluídos no IPT.

O Diretor de Inovação do IPT, Fernando Landgraf, fala sobre os objetivos do encontro, dando abertura as apresentações dos projetos internos finalizados
 
O diretor de inovação, Fernando Landgraf, fez a abertura do encontro mostrando o roteiro proposto para a apresentação dos quatro pesquisadores coordenadores dos projetos finalizados. A ideia foi promover uma apresentação formal para provocar a reflexão coletiva sobre os cumprimentos das metas e as perspectivas negociais dos projetos internos. “O objetivo maior desse processo é que todos nós aprendamos juntos a maximizar os ganhos de nossa variedade de projetos”, disse.

A primeira apresentação foi da pesquisadora Maria Helena Ambrosio Zanin, do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas (LPP), do Centro de Tecnologia de Processos e Produtos (CTPP) sobre o projeto de otimização do processo de eletrofiação para a produção de nanofibras e nanopartículas, que teve duração de 12 meses e investimento de 81,4 mil. Segundo ela, o resultado abre a possibilidade de um novo serviço de desenvolvimento para área farmacêutica, em cosméticos e odontologia. As aplicações são por via tópica (onde as substâncias agem diretamente na pele ou em feridas, penetrando na epiderme) e transdérmica (sendo aplicada na pele para ser absorvida pela circulação, atingindo a corrente sanguínea). Sendo assim, a nanofibra funciona como um transporte para um fármaco chegar ao local esperado. O processo de fabricação, baseado em microfluidica, ainda precisa ser aperfeiçoado para demonstrar a viabilidade de produzir quantidades comerciais de nanofibras.

Em seguida, a pesquisadora Natália Neto Cerize, também do CTPP, apresentou o projeto de desenvolvimento de nanocarreadores coloidais para a liberação controlada de ativos hidrofílicos, que durou 12 meses e teve investimentos de 42,7 mil. Ela explica que o nanocarreador é uma nanoestrutura capaz de carregar um princípio ativo até o local afetado por um processo infeccioso, inflamatório ou mesmo por uma célula cancerígena. A aplicação dos nanocarreadores abrange o campo da nanomedicina, podendo ser estendida a cosméticos, fármacos e alimentos.

A pesquisadora Natália Cerize mostrou todo o processo de desenvolvimento de seu projeto de nanocarreadores coloidas
 
A pesquisadora mostrou os resultados eficazes da pesquisa onde as metas previstas foram superadas. O objetivo do projeto foi melhorar a formulação de tratamento e fazer um sistema nanocarreador que tivesse uma série de princípios ativos para aumentar a estabilidade desse fármaco. Além disso, a pesquisadora conseguiu aumentar a ação terapêutica e a estabilidade de permeação na pele.

Após a apresentação de dois projetos concluídos na área de nanotecnologia, agora na área de metrologia de fluidos, foi a vez da pesquisadora Olga Yoshida, do Laboratório de Fluidodinâmica e Eficiência Energética (LAFEE), do Centro de Metrologia de Fluidos (CMF), fazer sua apresentação. Com duração de seis meses e investimentos de 70 mil, Olga mostrou todos os detalhes do estudo de quantificação de riscos de não-potabilidade da água distribuída para consumo humano na região metropolitana de São Paulo. Olga explicou que esse projeto pode oferecer um plano de amostragem do risco mapeado na abrangência de concessionárias de água.

Para finalizar, o último a se apresentar foi o pesquisador Richard Pahl, diretor do Centro de Têxteis Técnicos e Manufaturados (CETIM), que falou sobre o projeto de avaliação de têxteis técnicos para área esportiva, com capacitação laboratorial no foco de megatendência de saúde e bem-estar. O objetivo do projeto foi consolidar a atuação do Instituto na área de tecnologias empregadas para avaliação de conforto sensorial e termo-fisiológico do material têxtil em geral e, também, na parte de avaliação de gramados sintéticos.

“Com esse projeto, é possível melhorar o desempenho do atleta, alterando o ambiente, os equipamentos e as roupas utilizadas na prática esportiva. Além de ganhos em questão de treinamento, o gramado sintético ainda é vantajoso no custo de manutenção e durabilidade” afirmou. Segundo o pesquisador, esse projeto teve duração de 12 meses e investimentos de 90 mil.

Ao final, Fernando Landgraf apresentou um balanço dos 3 editais de projetos internos, dando abertura para o debate entre todos os participantes. “Nosso objetivo é fomentar a capacitação dos pesquisadores em temas que necessitem maturação antes de se tornarem ofertas para clientes. Essa capacitação inclui visitar os potenciais usuários dessas tecnologias, para adequar a direção do desenvolvimento e diminuir o time to market.”