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  18.09.09

Suprimento para ceramistas


Central projetada pelo IPT poderá atender demanda de matéria-prima em Tambaú e Vargem Grande do Sul


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vai apresentar em outubro para os produtores de cerâmica vermelha de Tambaú e Vargem Grande do Sul, cidades da região nordeste do Estado, a cerca de 250 km de São Paulo, um estudo de viabilidade para uma central de massa que poderá alavancar a competitividade de 160 empresas do Arranjo Produtivo Local (APL), que passarão a ter uma alternativa de fornecimento de matéria-prima na fabricação de tubos, telhas, blocos, elementos vazados, pisos e peças utilitárias, como vasos.

Equipamento para operação da central de massa ajuda a homogeneizar a matéria-prima
 


O projeto é inédito no segmento de cerâmica vermelha e tem patrocínio da Secretaria de Desenvolvimento do Estado; está sendo elaborado pela Seção de Recursos Minerais e Tecnologia Cerâmica, do Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura (CT-Obras) do IPT. Segundo o pesquisador Marsis Cabral Junior, a demanda pelo estudo surgiu “porque o suprimento de matéria-prima é hoje um dos principais gargalos para que os produtores tenham mais competitividade”.

A central de massa concebida pelo IPT tem três módulos, cada um deles com capacidade para 450 mil toneladas por ano. Se for viabilizada na configuração maior, a produção de 1,35 milhão de toneladas poderá representar cerca de 30% da demanda regional, que é de 5 milhões de toneladas por ano e atualmente é atendida por dez fornecedores. De acordo com Cabral, uma das vantagens da central será o controle de qualidade das matérias-primas, a ser feito por um laboratório próprio de caracterização de materiais. Os insumos poderão ser ofertados de forma individualizada ou em misturas dosadas (massas cerâmicas), prontas para o consumo.

“Depois da apresentação em outubro, o próximo passo será estruturar o modelo de negócio para viabilizar o projeto”, afirma Cabral. Ele diz que será necessário um investimento de R$ 7,4 milhões a R$ 10,8 milhões, dependendo de quantos módulos de produção forem adotados. Essa margem considera os equipamentos móveis e fixos, obras civis, enfim, toda a gama de instalações e serviços para que a central cumpra seus objetivos.

Cabral acredita que será necessária uma “coalizão de atores” para concretizar a central. “O APL é um dos mais ativos do Estado, mas não há empresas de grande porte”, diz. O pesquisador defende que deverá ser montada uma cooperativa ou um consórcio e que a iniciativa poderá ter suporte de novos empreendedores e de fabricantes de equipamentos para a indústria cerâmica.