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  07.11.12

Desafios na inovao


Programa estimula pesquisadores do IPT que atingiram as metas de inovação e produtividade nos trabalhos


Em cerimônia realizada ontem, 6 de novembro, a diretoria executiva do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) homenageou pesquisadores e pesquisadoras por seus trabalhos técnicos que se destacaram em quesitos de inovação e produtividade. Trata-se do “Programa de Estímulo à Inovação e à Produtividade Tecnológica”, criado no ano passado especialmente para que as equipes e profissionais individualmente encarem no dia a dia das pesquisas as diversas faces das demandas científicas e tecnológicas da sociedade que o diretor-presidente do IPT, Fernando Landgraf, conceituou como “desafios que não param”.

Segundo Landgraf, o Instituto sempre teve como meta principal o resultado financeiro. “Apesar de ser o principal aspecto para nossa sustentabilidade, não deve ser o único. Em uma instituição de pesquisa de alta credibilidade, também é muito importante que se valorize a inovação, a produção de artigos técnicos e científicos, as patentes, a qualidade, os ensaios inovadores e a obtenção de receitas com pesquisa e desenvolvimento. Sabemos das dificuldades de faturamento e elaboração de patentes, mas hoje estímulos não faltam. Apostamos em nossas equipes e na certeza de que nossos esforços não têm fim. Hoje, comemoramos o sucesso de nossas equipes e colegas que se destacaram com os melhores números do Instituto em 2011, contando com o apoio da Fipt, a Fundação de Apoio ao IPT.”

Para a diretora de inovação do IPT, Zehbour Panossian, além de investir em inovação e produtividade tecnológica, o programa também mira a elevação dos indicadores de inovação, de desempenho das áreas técnicas e de desenvolvimento profissional. “Criamos diversas categorias, individuais e em equipes, que são os destaques do IPT neste período. As regras para o reconhecimento em 2011 são basicamente as mesmas de 2010”.

Método e equipamento para identificação e medição de interferências das correntes alternadas em dutos enterrados é uma das patentes depositadas pelo IPT - da esq. para dir, Fernando Landgraf, Mario Leite P.Filho, Sergio E. Abud Filho, Zehbour Panossian e Carlos Daher Padovezi, diretor de operações e negócios do IPT
 
Para cada categoria e patente, será concedida uma viagem de estudos, no Brasil ou no exterior, em instituição renomada, ou participação em eventos na área de interesse do pesquisador ou pesquisadora. Nos casos em que haja vários colaboradores, os próprios grupos de pesquisa farão a indicação de apenas um profissional para a viagem. A novidade nesta edição foi a inclusão de mais duas modalidades na Categoria Equipe: Procedimentos inovadores e Produtividade Tecnológica. O primeiro é o procedimento de ensaio ou de calibração não normalizado, criado para a oferta posterior ao mercado ou durante a realização de um serviço ou projeto de P&D, e o segundo é o desempenho econômico do laboratório ou da seção, ponderado pelo número de colaboradores (pesquisadores, técnicos e administrativos).

Confira a seguir os destaques de 2011 em cada categoria, com os respectivos indicadores de desempenho:

Equipe – Publicação de Artigos

1. Laboratório de Corrosão e Proteção – 1,34 artigo/pesquisador
2. Laboratório de Componentes e Sistemas Construtivos – 1,2 artigo/pesquisador
3. Laboratório de Metalurgia e Materiais Cerâmicos – 1,17 artigo/pesquisador

Equipe – Procedimento de Ensaio e Calibração

1. Laboratório de Calçados e Produtos de Proteção – 6,67 procedimentos/pesquisador
2. Laboratório de Segurança ao Fogo – 6 procedimentos/pesquisador
3. Laboratório de Madeira e Produtos Derivados – 5,14 procedimentos/pesquisador

Equipe – Receitas em Projetos de P&D

1. Seção de Sistemas de Engenharia – R$ 630 mil/pesquisador
2. Laboratório de Corrosão e Proteção – R$ 155 mil/pesquisador
3. Laboratório de Metalurgia e Materiais Cerâmicos – R$ 129 mil/pesquisador

Equipe – Procedimentos Inovadores

1. Laboratório de Materiais de Construção Civil – 4 ensaios
2. Seção de Sistemas Corporativos e Seção de Recursos Minerais e Tecnologia Cerâmica – 2 ensaios cada

Equipe – Produtividade Tecnológica

1. Seção de Sistemas Corporativos – R$ 127 mil/colaborador
2. Seção de Sistemas de Engenharia – R$ 101 mil/colaborador
3. Laboratório de Calçados e Produtos de Proteção – R$ 85 mil/colaborador
4. Laboratório de Papel e Celulose – R$ 81 mil/colaborador

Individual – Publicação de Artigos

1. Zehbour Panossian, atual diretora de inovação e ex-responsável pelo Laboratório de Corrosão e Proteção – 23 artigos
2. Abraham Sin Oih Yu, pesquisador da Diretoria de Inovação, e José Luiz Albuquerque, pesquisador do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental  – 10 artigos cada
3. Neusvaldo Lira de Almeida, responsável pelo Laboratório de Corrosão e Proteção – 8 artigos
4. Giulliana Mondelli, do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas; Eduardo Soares de Macedo, do Laboratório de Riscos Ambientais; Amarilis Lucia C. Figueiredo Gallardo, do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental, e Adriana de Araújo, do Laboratório de Corrosão e Proteção – 7 artigos cada
5. Célia Aparecida Lino dos Santos, pesquisadora do Laboratório de Corrosão e Proteção – 4 artigos

Individual – Patentes (sem ordem de classificação)

1. Claudia Maria G. de Souza, responsável pelo Centro de Metrologia em Química, com colaborador externo – Cera sólida para texturização de moldes, matrizes, formas e superfícies para corrosão química

2. Luiz Carlos Agostini, da Seção de Geotecnia, com colaboradores externos – Equipamento para ensaio de fraturamento hidráulico

3. Zehbour Panossian, diretora de inovação, Sergio E. Abud Filho e Neusvaldo Lira de Almeida, do Laboratório de Corrosão e Proteção, e Mario Leite Pereira Filho, do Laboratório de Equipamentos Elétricos e Ópticos, com um colaborador externo – Método e equipamento para identificação e medição de interferências das correntes alternadas em dutos enterrados

4. Fernando Landgraf, diretor-presidente, e Ramon Valls Martin, do Laboratório de Metrologia Elétrica, com três colaboradores externos – Processo de recuperação de liga lantanídeo-metal-metalóide em pó nanoparticulado com recuperação magnética e produto

5. Catia Fredericci, do Laboratório de Metalurgia e Materiais Cerâmicos, com quatro colaboradores externos – Porcelana reforçada por fibras e processo para fabricação de blocos de porcelana reforçada por fibras

6. Fernando Landgraf, diretor-presidente, com cinco colaboradores externos – Material magnético nanoparticulado para aplicações térmicas

7. André Luiz Gonçalves Scabbia, do Laboratório de Segurança ao Fogo, com três colaboradores externos – Tomada elétrica intrinsecamente segura