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  23.11.12

GE no tnel de vento


Modelo do futuro Centro Global de Pesquisas da General Electric, no Rio de Janeiro, passa por testes no IPT


O objetivo dos testes de maquetes em túnel de vento atmosférico, segundo o pesquisador Gilder Nader, do Centro de Metrologia de Fluidos do IPT, é fornecer ao projetista dados que proporcionem maior segurança nos cálculos das forças devidas ao vento na construção. Esses testes são fundamentais em obras que possuem arquitetura arrojada, como é o caso do Centro Global de Pesquisas da GE, a ser construído na Ilha do Bom Jesus da Coluna, atualmente incorporada por aterro à Ilha do Fundão, onde estão outros centros similares, como o da Petrobras.

Projeto do prédio do centro de pesquisas tem como particularidades as formas curvas, as grandes dimensões de estruturas em balanço na cobertura e a fachada em pele de vidro
 
Esse centro de pesquisas terá como foco P&D em biocombustíveis, sistemas inteligentes, integração de sistemas e sistemas submarinos, e tem o IPT como parceiro, objetivando a troca de conhecimento em alta tecnologia entre ambas as instituições, alavancando o incentivo à inovação e ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

As particularidades do projeto são as formas curvas da edificação, as grandes dimensões de estruturas em balanço na cobertura, que é uma marquise projetada oito metros para fora da construção, e a fachada em pele de vidro. A norma de cargas de vento em edificações (NBR 6123:1988) não prevê o carregamento de vento para todos os tipos de edificações. Assim os projetistas se baseiam na norma para realizar os cálculos iniciais, mas necessitam de ensaios em túnel de vento para obter maior confiabilidade em seus cálculos.

Para realizar os ensaios inicialmente foi modelado na escala da maquete o vento natural da local da construção (nesse caso, a Ilha do Fundão) e os ensaios são realizados de modo a fornecer os esforços sobre a edificação equivalentes às maiores rajadas que podem ocorrer no local que, de acordo com a Norma NBR 6123, para essa região do Rio de Janeiro, a rajada de vento pode ser de 126 quilômetros por hora.

Os principais resultados obtidos nesses ensaios são os coeficientes de pressão e de forma, que permitirão ao projetista validar os cálculos iniciais. “Por meio dos dados experimentais obtidos nos ensaios, os cálculos das forças devidas ao vento terão maior confiabilidade e, em consequência disto, o próprio projeto”, conclui Nader.

Além deste, outros projetos envolvendo suporte, expertise e troca de informações técnicas deverão manter a sinergia entre IPT e GE.