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  10.12.12

Combusto industrial


Engenheiros de empresas de todo o País participam de curso no IPT e discutem tecnologia de combustão e seus impactos


A edição deste ano do Curso de Combustão Industrial do IPT, realizada no mês de novembro, reuniu 35 engenheiros de 17 empresas instaladas em diversas regiões do País. Essas empresas representam dez diferentes setores da indústria nacional e, entre elas, incluem-se Petrobras, Braskem, Gerdau, Magnesita, Samarco e White Martins. O curso é oferecido regularmente aos profissionais de empresas industriais desde 1986.

Segundo Renato Vergnhanini, coordenador do curso e pesquisador do Laboratório de Energia Térmica, Motores, Combustíveis e Emissões (LETMCE) do IPT, esta atividade vai ao encontro de duas das principais missões do Instituto. Uma diz respeito ao apoio tecnológico ao setor produtivo nacional, outra à disponibilização do conhecimento adquirido por sua equipe. “Os cursos vêm trazendo desdobramentos negociais importantes, as empresas representadas no curso são clientes potenciais do IPT e é comum elas procurarem o laboratório, após o curso, para a contratação de estudos e serviços.”

Curso tem a vantagem de oferecer conhecimentos sobre toda a cadeia produtiva, para que seja possível alcançar o melhor rendimento econômico e ambiental, opina aluno
 
O Curso de Combustão Industrial do IPT realiza-se em 40 horas-aula. São ministrados conceitos teóricos referentes à queima e poluição atmosférica de combustíveis gasosos, líquidos e sólidos, aspectos tecnológicos ligados aos equipamentos de combustão, informações sobre a instrumentação de monitoria e controle do processo e aspectos práticos, obtidos a patrtir da atuação das equipes do laboratório do IPT no meio industrial. “Desde o início – informa Vergnhanini – o LETMCE ministra o curso de maneira aberta ou individualizada para empresas. Parcela majoritária de seus participantes é constituída por engenheiros das principais indústrias do país, envolvidos em atividades de projeto, desenvolvimento, operação, gerenciamento ou análise de equipamentos de combustão.”

DEPOIMENTOS – “É a primeira vez que estou fazendo este curso. Trabalho na área de combustão industrial e queria aprofundar meus conhecimentos para aplicações no dia a dia. Para você ter um entendimento dos processos industriais, é necessário ter a base, que está sendo bem detalhada neste curso com um conteúdo abrangente, incluindo desde combustíveis até poluentes. Hoje em dia, é fundamental estar preocupado com toda a cadeia: não basta você trabalhar somente com a combustão, você precisa trabalhar com os efeitos dos processos, para que seja possível alcançar o melhor rendimento econômico e ambiental. O curso é bem dirigido e não vejo outras instituições com o mesmo enfoque do IPT. Existem cursos de metalurgia e de siderurgia ministrados por outras instituições, mas eles são esporádicos e sem a periodicidade do IPT – esse é um ponto importante, porque não podemos esquecer que as necessidades industriais aparecem a qualquer momento” (Edson Massaharu Isihara, engenheiro sênior do Departamento de Desenvolvimento de Negócios da White Martins).

“Eu estava na área de fracionamento a quente e compressão da Braskem e comecei a pouco a trabalhar na área de fornos de pirólise, que está completamente ligada aos temas abordados neste curso. É o primeiro curso que realizo e estou tendo a oportunidade de aprender sobre combustão e produtos, com temas como contaminantes e poluentes, que atraíram a minha atenção. O curso irá me auxiliar a entender os problemas conciliando a prática com os conceitos e estou tendo a oportunidade da vivência com professores que têm uma experiência enorme, sem esquecer o fato de muitos pesquisadores do IPT já terem realizado trabalhos dentro da Braskem, principalmente na área de Utilidades (caldeiras), o que motivou a empresa a participar do curso.” (Gabriela Pinto, engenheira de produção da área de Olefinas 2 no site de Camaçari da Braskem)

“Uma colega da Alumar já havia participado do curso aqui no IPT e ficou satisfeita; além disso, o meu chefe tem planos para me direcionar à área de Utilidades da empresa e exigiu alguns requisitos em cálculo de eficiência, para entender mais profundamente as operações realizadas em calcinadores e caldeiras e aumentar a eficiência de queima de combustível. O curso está permitindo estudar parâmetros que são difíceis de visualizar, que passam despercebidos no dia a dia, e permitirá que eu entenda os motivos da falta de eficiência dos equipamentos.” (Diogo Barbalho Bahia, engenheiro de processos da Alumar – Consórcio de Alumínio do Maranhão)