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  11.10.13

Futuro sustentvel


Seminário Brasil-Holanda reuniu no IPT representantes da academia e de empresas para discussão de bioeconomia


Na tarde desta quinta-feira, 10 de outubro, realizou-se no IPT o “Seminário Brasil-Holanda: Oportunidades e Desafios para o Desenvolvimento de Biomassa”. O encontro foi uma realização conjunta do próprio Instituto e da empresa holandesa de consultoria especializada Ecofys. Na cerimônia que abriu o evento, a diretora de Inovação do IPT, Zehbour Panossian, apresentou um relato dos estudos e projetos do IPT relacionados à biomassa: “A oportunidade de cooperação entre instituições de pesquisa e empresas neste campo abre boas perspectivas para os dois países”.

O conselheiro de Ciência e Tecnologia, Theo Groothuizen, fez um anúncio importante. “Um termo de cooperação entre o IPT e o TNO holandês está bastante avançado.“ O diretor-presidente do IPT, Fernando Landgraf, comentou a notícia de última hora: “Realmente, estamos decididos a estabelecer uma cooperação produtiva com o TNO envolvendo o aprimoramento da segurança de fachadas de edifícios. Será o primeiro projeto após estabelecermos as bases para isso. Outro aspecto relevante neste evento é o foco em bioeconomia e sustentabilidade. É uma aposta no futuro”.

Lilliane Ploumen, ministra do Comércio Exterior e Desenvolvimento dos Países Baixos: "Vivemos uma transição para a economia baseada em biomassa e os empresários dos dois países são atores"
 
A ministra Lilliane Ploumen, do Comércio Exterior e Desenvolvimento dos Países Baixos, fez uma metáfora com o futebol em seu discurso: “Buscamos complementaridades entre nossos países além do futebol: o Brasil tem grande potencial em biomassa e bioenergia, e a empresa Braskem, por exemplo, forneceu assentos verdes feitos de plástico de cana-de-açúcar para um dos estádios na Holanda. Nossos institutos buscam inovar no setor, somos parceiros naturais na América Latina. Vivemos uma transição para a economia baseada em biomassa e os empresários dos dois países são atores”.

Segundo ela, o Brasil pode exportar e gerar novos negócios com biomassa: “Investimos em pesquisa tecnológica buscando mais eficiência e produtividade – um exemplo disso é o etanol de segunda geração. Enfim, o trabalho conjunto em pesquisa e inovação irá beneficiar os dois países, o interesse é mútuo. Cooperação econômica não é diferente no esporte, buscamos oportunidades nas duas áreas”.

RODADA DE APRESENTAÇÕES – Representantes de empresas e de instituições de pesquisa revezaram-se em uma série de apresentações de suas competências. O objetivo foi oferecer ao público um panorama de oportunidades em tecnologia e negócios, tendo como pano de fundo a sustentabilidade dos projetos. No limiar de uma era da chamada “bioeconomia”, o foco das apresentações neste seminário manteve-se no uso de biomassas para gerar novos produtos de maneira integrada e sustentável, em campos tão diversos quanto o alimentar, o energético ou o bioquímico:

• “Visão Global do Mercado de Biomassa e as Políticas da União Europeia Impulsionando a Demanda”, Marjolein Brasz, gerente da Unidade de Bioenergia da Ecofyz;

• “Visão do Potencial Brasileiro em Biomassa para os Mercados Interno e Externo”, Arnaldo Walter, diretor de Sustentabilidade do CTBE da Unicamp;

• “Brasil-Holanda: Joint-Venture e Oportunidades em Biomassa”, Frank Nadimi, diretor de Desenvolvimento de Negócios para a América Latina da DSM Biotecnologia;

• “Desenvolvimento de Biomassa e Bioenergia no IPT”, Maria Filomena Rodrigues, chefe do Laboratório de Biotecnologia Industrial do IPT;

• “Gaseificação de Biomassa: Rota Termoquímica”, Gerhard Ett, gerente do Projeto de Gaseificação do IPT;

• “Brazilian experience with Wood Pellets - Domestic Market and Exports", Rodrigo Rasga, presidente de Columbia Bioenergia;

• “Desenvolvimento Tecnológico Atual, Acordos de Licenciamento e Iniciativas de Joint-Venture”, Ernst-Jan Bakker, diretor Be-Basic/TU Delft.