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  25.11.13

reas contaminadas


IPT divulga resultados do projeto multidisciplinar de remediação de solo e água subterrânea em 10 de dezembro


Os resultados obtidos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) no projeto de pesquisa Desenvolvimento e validação de tecnologias para remediação de solo e água subterrânea contaminados com organoclorados serão divulgados e discutidos em 10 de dezembro durante o Seminário Áreas Contaminadas, que será realizado no campus do IPT. O projeto foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE).

Equipamento para a sondagem de solos, o Geoprobe, coleta amostras para subsidiar diagnóstico de terrenos contaminados
 
Centro de Tecnologias Geoambientais do IPT coordena desde 2008 este projeto-piloto para desenvolver e validar tecnologias de remediação e revitalização de áreas contaminadas com organoclorados. O projeto é o primeiro do Instituto a receber financiamento do Fundo de Tecnologia do BNDES, o Funtec, para dar suporte ao desenvolvimento tecnológico em áreas estratégicas. O investimento foi de R$ 15,8 milhões, dos quais R$ 14,24 milhões do banco, R$ 602 mil do IPT e R$ 980 mil do contratante do projeto, o DAEE.

O objeto de estudo foi um terreno pertencente ao DAEE no bairro Vila Metalúrgica, na cidade de Santo André. O solo da área foi contaminado por hexaclorociclohexano (HCH), um composto produzido artificialmente, organoclorado, empregado no passado por indústrias de defensivos agrícolas. Atualmente, essas substâncias são proibidas.

Os estudos analisaram o potencial de cinco tecnologias para mitigar os problemas dos passivos ambientais: tratamento químico por oxidação ou solubilização, nanorremediação, biorremediação, dessorção térmica e fitorremediação. O projeto teve um caráter estratégico dentro do IPT porque, além dos benefícios ambientais e sociais que poderá proporcionar, criou um ambiente multidisciplinar, pois sete dos 12 centros tecnológicos do Instituto estão envolvidos, além da Diretoria de Inovação e do Núcleo de Bionanomanufatura.

O projeto foi concluído este ano e uma de suas etapas finais foi a construção de uma unidade industrial de pequeno porte para tratamento e injeção de químicos oxidantes e redutores para remediação in situ de solo e água subterrânea. Esse equipamento permite sistematizar e controlar as etapas de mistura, homogeneinização, acondicionamento temporário e injeção de químicos no solo. Um guia será lançado durante o seminário com procedimentos para auxiliar na elaboração de planos de intervenção em áreas contaminadas.