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  03.06.14

Nanotecnologia e cosmticos


Curso do IPT na área de nanotecnologia é parte de projeto tecnológico cooperativo com empresas


Nos dias 29 e 30 de maio realizou-se no IPT o ‘Curso de Nanotecnologia Aplicada a Cosméticos’ como parte de um inédito projeto cooperativo, que contou com aportes de recursos do IPT, das empresas e da Embrapii, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Participaram do curso profissionais ligados à pesquisa tecnológica das empresas parceiras Natura, Grupo Boticário, TheraSkin Farmacêutica e Yamá, além da Abihpec, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, que abriga o Itehpec, o Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. O projeto previsto para durar 21 meses começou em outubro de 2013.

Segundo a pesquisadora Natalia Cerize, do Núcleo de Bionanomanufatura do IPT e uma das coordenadoras do curso, a atividade ligada ao projeto cooperativo atende a uma demanda comum às empresas envolvidas, visando ao desenvolvimento de uma plataforma tecnológica de nanoencapsulação. “Para chegar a este grupo selecionado de empresas, contamos com a mediação estratégica da Apihpec e Itehpec. Uma das atividades previstas no projeto é a construção e o compartilhamento do conhecimento por meio de discussões e palestras”, afirma ela.
Curso é uma forma dinâmica para compartilhar o desenvolvimento com as empresas, receber delas as demandas e conhecer os gargalos tecnológicos inerentes ao processo
 
“Este curso é uma forma dinâmica para compartilhar o desenvolvimento com as empresas, também receber delas as demandas e conhecer os gargalos tecnológicos inerentes ao processo. Por exemplo, as empresas terão de preparar sua infraestrutura, treinar as pessoas para gerar os novos produtos que estão sendo desenvolvidos nesta parceria. A maior integração ajudará a diminuir os gargalos na transferência de tecnologia.”

Esta edição do curso de nanotecnologia aplicada a cosméticos foi restrita às equipes técnicas do IPT e das empresas parceiras. Somente participaram profissionais envolvidos de fato com a questão tecnológica. “De um lado, cada empresa tem seus princípios ativos e sigilos; de outro, estamos gerando de modo cooperativo conhecimento e tecnologia que poderão ter aplicações diferentes em cada uma delas, visando à geração de produtos inovadores para o mercado”, explica Natalia.

O processo de nanoencapsulação é uma tecnologia nova, sendo objeto de estudos em todo o mundo, e pode ter aplicações em vários mercados além de cosméticos. “Estamos falando de partículas muito pequenas, em uma escala que se aproxima do nível molecular. Com ela é possível que empresas aprendam a operar com precisão na modificação de um princípio ativo, de determinada propriedade ou desempenho de uma substância, para chegar a um novo produto diferenciado”, completa a pesquisadora.

OPINIÃO DE PARTICIPANTES – Para conferir a efetividade deste ‘Curso de Nanotecnologia Aplicada a Cosméticos’ alguns dos participantes, pesquisadores nas empresas em que atuam, manifestaram suas opiniões e avaliações. Confira a seguir:

“O curso foi muito interessante para nivelar o conhecimento técnico e para a aprendizagem, e será ainda mais importante para o andamento do projeto. Nosso diálogo deverá fluir ainda mais na próxima fase com os primeiros resultados dos testes” – Juliana Flor, Natura.

“O curso foi útil porque transmitiu os conhecimentos gerados no projeto e que serão transferidos às empresas. Os resultados desta parceria em pesquisa serão trazidos para a realidade de cada uma delas” – Valeska Martinello, Grupo Boticário.

“Este é um ponto de reflexão para avaliar os resultados obtidos visando à continuidade do projeto. É também um ponto de encontro necessário, pois ajudará no surgimento de novas ideias” – Sérgio Delarcina Júnior, TheraSkin Farmacêutica.

“É positivo, agrega informação técnica. Temos carência da informação de ponta focada na área cosmética. As aplicações nos indicarão o chamado 'caminho das pedras'. Estudos de caracterização constituem atividade importante, pois não existem respostas prontas. Temos de investigar e encontrar soluções e, por isso, precisamos de institutos de pesquisas, pois uma empresa sozinha não caminharia em uma área como a da nanotecnologia” – Fábio Yamamora, Yamá.

“É da maior importância este curso, diante do objetivo estabelecido no projeto original de alinhar entendimentos sobre tecnologia e processos. Estabeleceu-se uma preocupação legítima e o IPT lançou-se ao trabalho com as equipes técnicas das empresas. Este é um trabalho agregador. Hoje, na perspectiva dos trabalhos com a Embrapii, este é o único projeto cooperativo. Não foi fácil reunir empresas em torno de um projeto desta envergadura, e o Itehpec foi nosso agente facilitador.” – Marina Kobayashi, ABIHPEC/ITEHPEC.