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  28.04.15

Oportunidades em inovao


Fapesp apresenta programas de financiamento para empresa e instituição de pesquisa durante evento no IPT


Mais oportunidades para projetos inovadores foram apresentadas à comunidade do Instituto de Pesquisas Tecnológicas no dia 28 de abril. No tradicional Café com Tecnologia, evento que reúne profissionais do IPT e parceiros para trocar experiências e debater temas relacionados à inovação, o convidado Douglas Eduardo Zampieri, coordenador-adjunto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), detalhou dois programas operados pela instituição, o Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e o Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). Os dois programas fomentam iniciativas em inovação nas empresas e em parcerias com institutos de pesquisas, e têm contribuído para ampliar a competitividade das organizações que recebem o financiamento.

Voltado para empresas com até 250 empregados, o foco do PIPE é o apoio ao desenvolvimento de pesquisas inovadoras e leva em conta sobretudo a capacitação técnica do proponente. De acordo com Zampieri, o pesquisador sequer precisa ter graduação, pois o que está em jogo é sua experiência profissional e a capacidade de conduzir o projeto, que é desenvolvido na empresa, e não na universidade.
Zampieri: Potencial que o IPT tem de se relacionar com as empresas é imenso
 
Na primeira etapa do programa, que tem duração de nove meses e busca demonstrar a viabilidade tecnológica do produto ou processo, os aportes são de até R$ 200 mil. Já na segunda fase, na qual a empresa tem até dois anos para a realização do projeto em escala piloto, os recursos podem chegar a R$ 1 milhão. Desde 1997, quando foi criado, o PIPE financiou mais de mil empresas no estado. Um dos cases de sucesso, segundo Zampieri, é a Omnisys Engenharia, que atua com soluções tecnológicas nos mercados civil, militar e espacial. Com o suporte da Fapesp, os conhecimentos adquiridos no desenvolvimento do radar meteorológico doppler capacitaram a Omnisys para criar novas soluções e foram aplicados em novos produtos, permitindo o acesso da empresa a outros mercados, inclusive internacionais.

Já o PITE abrange empresas com mais de 250 empregados, mas os recursos são destinados a uma instituição científica e tecnológica, de maneira que o projeto preconiza a cooperação entre empresas e universidades ou institutos de pesquisa. Como o objetivo do PIPE é intensificar essa relação, Zampieri enxerga nesse programa uma instância ideal para a participação do IPT. “O potencial que o Instituto tem de se relacionar com as empresas é imenso” afirma ele. “Eu tenho certeza de que há vários PITEs e PIPEs que, se tivessem parceria ou consultoria do IPT, obteriam resultados mais relevantes, pois há toda uma expertise que só os pesquisadores do Instituto possuem”, complementa ele. O resultado esperado é a promoção de inovações tecnológicas de interesse da empresa parceira, assim como o avanço do conhecimento e a formação de recursos humanos altamente qualificados. Neste modelo, as empresas devem necessariamente contribuir para o financiamento do projeto com recursos próprios ou de terceiros.

Há oportunidades, ainda em 2015, para empresas e institutos de pesquisas participarem dos programas. O PIPE abrirá chamadas que se encerram em agosto e novembro, enquanto o PITE pode ser acessado durante todo o ano em sua modalidade de demanda espontânea.

Além de expor em detalhes os dois programas, Zampieri apresentou outros projetos da Fapesp, como o auxílio regular à pesquisa acadêmica, os projetos temáticos e os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids). De acordo com o coordenador, a Fapesp analisou mais de 26 mil propostas em 2014, tendo aprovado 45% delas, índice superior ao de outras instituições de fomento à pesquisa de todo o mundo. Apesar dos avanços em PD&I no Brasil nos últimos anos, Zampieri acredita que ainda há muito trabalho por fazer, lembrando que o número de patentes, de artigos e de pesquisadores do país está abaixo daquele de nações que são referência na área.