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  11.06.15

reas contaminadas


IPT assina termo de cooperação técnica com Aesas para mapeamento do setor no Brasil e lançamento de livro


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas e a Associação Brasileira das Empresas de Engenharia e Consultoria Ambiental (Aesas) assinaram um termo de cooperação técnica no dia 10 de junho para a realização de um mapeamento do setor de áreas contaminadas no Brasil, elaboração de uma publicação no formato livro e promoção de um evento técnico para a divulgação dos resultados do estudo. Essa iniciativa faz parte da estratégia de consolidação das competências adquiridas pelo IPT durante a execução do projeto de remediação de áreas contaminadas com organoclorados, concluído em 2013.

O Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT será o coordenador geral e o interlocutor das ações para a realização do estudo, e irá disponibilizar as informações levantadas e sistematizadas em estudos prévios assim como a infraestrutura necessária para o tratamento de dados e elaboração de mapas necessários para a publicação,
Pesquisadores do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT, diretoria da Aesas e diretoria do Instituto na cerimônia de assinatura do termo de cooperação técnica
 
enquanto a Aesas irá captar recursos para financiar o projeto e a impressão da publicação, sugerir colaboradores para a execução do estudo e também fornecer dados coletados em levantamentos anteriores, entre outras ações.

“A ideia desse novo projeto surgiu após a conclusão do estudo ‘Modelo de Negócio: Remediação de Áreas Contaminadas’, que foi desenvolvido em função de uma demanda do Conselho de Orientação do IPT. Eles sugeriram a realização de uma pesquisa de mercado a fim de saber como poderia ser a atuação do Instituto no setor”, explica a pesquisadora Cláudia Echevenguá Teixeira, do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas.

O estudo foi feito com o apoio da Coordenadoria de Planejamento e Negócios do IPT e finalizado em 2014. “Percebemos de imediato que não havia um mapeamento do setor: não sabíamos a movimentação de recursos, as empresas atuantes, a demanda da sociedade e o número de áreas contaminadas no País, o que seria necessário para que o IPT pudesse se situar e descobrir em qual parcela deste setor seria interessante atuar ou desenvolver competências. Seria necessário entender o mercado, e tivemos a ideia de convidar a associação para ser a parceira no projeto de mapeamento”.

A Aesas foi naquele momento contatada como possível fonte de informações. Considerando a aprovação do Conselho de Orientação do estudo realizado, a equipe do laboratório se sentiu motivada a aprimorar os resultados do trabalho, convidando a associação para elaborar o novo levantamento.

PIONEIRISMO – Este estudo será pioneiro no Brasil, explica a pesquisadora, porque as ações existentes no País não estão ainda bem definidas no arcabouço legal dos estados. Foi publicada em 2009 a Resolução 420 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que estabelece critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e também diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas, mas seguindo o modelo do estado de São Paulo, que foi o pioneiro no estabelecimento de uma estratégia de atuação em gerenciamento de áreas contaminadas.

“A ideia neste acordo é buscar primeiramente um contexto internacional e comparar o mercado brasileiro com o que acontece no exterior – em todos os aspectos, incluindo o perfil das empresas que atuam no Brasil, as tecnologias disponíveis, o tamanho do mercado no País, os tipos de serviços oferecidos e o perfil dos contratantes”, confirma Thiago Gomes, vice-presidente da Aesas, que conta atualmente com 22 associados e com a Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais (Apemeta) como parceiro internacional. “Queremos avaliar as atividades já realizadas fora do País e seu histórico – costuma-se dizer que o Brasil está hoje em um momento semelhante ao do mercado dos EUA que existia há dez anos, mas não acredito que exista mais esta diferença. Vamos fazer esta comparação para saber se falta ainda uma legislação e regras para o mercado, por exemplo, e tentar entender este mercado”.

A ideia da associação é que a parceria seja permanente para a publicação anual dos dados do mercado porque, segundo Gomes, este é um mercado em constante transformação. “Este é um setor novo que não tem ainda uma identidade, e nossa ideia é mostrar para a sociedade a importância do setor. É importante não apenas a criação de oportunidades para o IPT, mas também a colaboração do Instituto para a formação de opiniões”, completa Cláudia.