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  07.07.15

Novos mestres


Mestrado Profissional do IPT ultrapassa marca de mil profissionais formados com a conclusão de nova turma


Na noite do último dia 3 de julho, realizou-se no campus do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) a cerimônia de formatura de 55 alunos das novas turmas do Mestrado Profissional nas áreas de Engenharia de Computação, Habitação: Planejamento e Tecnologia, Processos Industriais e Tecnologia Ambiental.

Segundo o coordenador de ensino tecnológico do Instituto, Eduardo Machado, “o professor tem duas alegrias grandes no trabalho: uma quando o aluno chega, outra quando ele sai.” Além de impulsionar suas atividades corporativas com o mestrado, muitos formandos também avançam hoje para posições acadêmicas, continua ele:
Mesa de abertura da cerimônia de formatura: da esq. para dir, Machado, Zehbour, Padovezi e Márcio Nahuz (diretor-presidente da Fundação de Apoio ao IPT, a FIPT). Crédito foto: Agência Luz
 
“Esta é uma característica que contribui para o diálogo entre instituição de pesquisa e empresa. Nos últimos anos cresceu a procura pelo mestrado em diferentes áreas de conhecimento, com mais ênfase em Engenharia de Computação e em Processos Industriais. Para a direção do IPT, o ensino é uma extensão e treinamento em tecnologia para formar e qualificar profissionais no mercado. Desta forma cumprimos uma missão estatutária.”

Alguns dos novos mestres manifestaram opiniões e expectativas a partir da conclusão do curso. É positiva, de maneira geral, a perspectiva que se abre no mercado e em suas vidas profissionais a partir da maior qualificação técnica alcançada. Edgard Joseph Kiriyama é engenheiro ambiental da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e coordenador dos cursos de Petróleo e Gás na Faculdade Nossa Cidade em Carapicuíba (SP) e de ensino a distância na Universidade Estácio de Sá e na Universidade Municipal de São Caetano do Sul. “Anteriormente só atuava nas áreas de governo e consultoria.
Edgard Joseph Kiriyama, entre os pesquisadores Eduardo Soares de Macedo (à esq) e o diretor da FIPT, Márcio Nahuz
 
O mestrado no IPT alavancou minha carreira não só na área pública, mas também na academia em atividades de coordenação”, afirma ele, que concluiu o mestrado em Tecnologia Ambiental.

Paulo Sergio Pupo Azar é arquiteto e atua em projetos construtivos, da elaboração de plantas ao acompanhamento de obras.
Paulo Sergio Pupo Azar, entre os pesquisadores Maria Akutsu e Claudio Mitidieri
 
“O mestrado na área de Habitação no IPT ampliou minha base técnica para novos projetos que levam em conta a identificação de campos eletromagnéticos como ferramenta para orientar obras de restauração, além de descobrir a presença de umidade e realocar espaços em residências e escritórios, sempre visando o bem-estar e o conforto para os usuários”, explica ele.

Antonio Carlos Gomes Junior, engenheiro metalurgista da fabricante de fornos industriais ASTT-Aichelin e professor na Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), fez seu mestrado em Processos Industriais: “O mestrado profissional nos dá reconhecimento e qualificação profissional de modo acessível para quem está no mercado. Oferece horários mais flexíveis, competência, diversidade técnica e permite trazer problemas da fábrica para resolver em laboratórios bem equipados e com apoio de profissionais experientes.
Antonio Carlos Gomes Junior (à esq) e o pesquisador Silas Derenzo
 
A Alemanha adota este modelo de proximidade entre empresas e universidades. Há muito para avançar, mas o caminho com certeza é este”.

Sérgio Saad é engenheiro de computação da área de TI da Petrobras e concluiu seu mestrado em Engenharia da Computação com ênfase em software. “Formei-me em 2001 e o mestrado foi uma grande oportunidade para reciclar conhecimentos. A atualização em software é fundamental na minha atividade. Trouxe um problema e saí com uma solução: apliquei tecnologia computacional para automatizar o método de avaliação de riscos operacionais, visando a maior segurança em instalações de redes industriais. Além do conhecimento valioso, a titulação também representa um upgrade curricular.”

A diretora de inovação do IPT, Zehbour Panossian, concorda que o Mestrado Profissional é uma oportunidade de relacionamento entre instituição de pesquisa e empresa. “É um processo dinâmico que tem tudo a ver com inovação.
Sérgio Saad (à esq) e o pesquisador Mario Miyake
 
A busca de uma solução tecnológica pontual pode se transformar em um projeto e dar origem, por exemplo, a um novo processo industrial. O Instituto pode apoiar este tipo de iniciativa.” A diretora também prometeu apostar na participação dos mestres e mestrandos nos eventos internos mensais denominados ‘Café com Tecnologia’ sempre que o tema estiver ligado a aspectos industriais ou inovação. “Será uma forma prática de nos mantermos conectados”, concluiu Zehbour.

Para o diretor de Operações e Negócios do Instituto, Carlos Daher Padovezi, essa marca de aproximação entre pesquisa e empresa é estratégica: “Compartilhar experiências com quem está no mercado beneficia não só aqueles diretamente envolvidos, mas a sociedade como um todo; ela contará com um setor produtivo cada vez mais capacitado e apto a produzir qualidade de modo competitivo”. O evento contou com o apoio institucional da Fundação de Apoio ao IPT, a FIPT.