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  13.07.15

Licena para voar


IPT é o primeiro instituto de pesquisas no Brasil a receber autorização de voo da Anac para utilização de drone


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas acaba de receber o certificado de autorização de voo experimental (Cave) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para uso de um drone destinado ao registro de imagens aéreas em áreas de difícil acesso. Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental do IPT havia adquirido em 2013 o quadricóptero modelo DJI Phantom, que é um veículo aéreo não tripulado (VANT) controlado à distância, para uso no projeto de elaboração das cartas de suscetibilidade a movimentos de massa e inundações.

Todos os voos do drone deverão ser feitos no período diurno e em condições meteorológicas favoráveis; operações somente deverão ser conduzidas em áreas remotas de baixa densidade populacional
 
A emissão do certificado foi a primeira concedida a um instituto de pesquisas no Brasil – a Anac emitiu somente oito certificados entre maio de 2013 até junho de 2015, dos quais seis estão vigentes. A validade do certificado condiciona a operação do drone à presença de uma estação de pilotagem remota na qual o operador exerça suas funções por meio de equipamentos e instrumentos de voo. Todos os voos devem ser feitos no período diurno e em condições meteorológicas favoráveis (expressas, por exemplo, em termos de visibilidade, distância de nuvens e teto), e as operações somente devem ser conduzidas em áreas remotas de baixa densidade populacional.

As limitações operacionais preveem ainda que os voos devem ser realizados em linha de visada visual, isto é, o piloto remoto deve manter contato visual direto com a aeronave durante toda a operação, com altura limitada a 400 pés (122 metros) e raio máximo de 150 metros do operador.

Em um primeiro momento, o laboratório do IPT pretende dar continuidade aos trabalhos relacionados à identificação de áreas remotas sujeitas a movimentos de massa e inundações. “Os registros fotográficos feitos com o drone podem ser úteis especialmente nos casos em que as imagens de satélite não apresentam a resolução necessária ou simplesmente diferem daquilo que é observado durante os trabalhos de campo”, explica o pesquisador Caio Pompeu Cavalhieri.

Além disso, a ideia é que o drone do IPT seja útil em algum projeto voltado ao combate da atual crise hídrica. A expectativa é que as imagens aéreas sejam úteis para identificar fontes de poluição e, assim, “favoreçam a adoção de medidas corretivas que, certamente, serão importantes para melhorar a qualidade dos nossos corpos hídricos”, completa ele.