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  15.07.15

Desastres naturais


Software desenvolvido no IPT auxilia no apoio à gestão de riscos dinâmicos em locais com incidência de fortes chuvas


Um projeto desenvolvido entre duas unidades do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – o Centro de Tecnologias Geoambientais e o Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade – trouxe como resultado a criação de um software que permite mostrar o que pode ocorrer em um determinado local na incidência de fortes chuvas, com uma visão de risco dinâmico. 


O software batizado de Niagrisk (da sigla Núcleo de Investigação, Análise e Gestão de Risk, risco em inglês) foi desenvolvido a partir de informações levantadas pelo antigo Laboratório de Riscos Ambientais do IPT que dispunha de uma grande base de dados para análise de riscos de deslizamentos.
Software batizado de Niagrisk foi desenvolvido a partir de informações levantadas pelo antigo Laboratório de Riscos Ambientais do IPT
 


“A partir da necessidade de estruturação de dados existentes e do monitoramento em tempo real, elaboramos um projeto que teve como produto o software”, afirma o pesquisador Agostinho Tadashi Ogura. “Com uma lógica de programação que permite o cruzamento de dados dinâmicos hidrometeorológicos (acumulado de chuvas de 10 em 10 minutos e previsões meteorológicas em tempo real) com uma base de dados espaciais georeferenciados de mapeamentos de áreas de risco (setores com diferentes níveis de risco), o sistema automaticamente muda a condição de risco dinâmico dos setores em sua plataforma de visualização, com indicação por cores (verde - nível normal, amarelo – nível de atenção, laranja – nível de alerta e vermelho – nível de alerta máximo) e emissão de alertas de acordo com lineares pré-estabelecidos no Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) para deslizamentos”.

Com base em um estudo de correlação de chuva e escorregamento desenvolvido pelo IPT em 1988, o software roda os dados analisando os locais de acordo com a quantidade de chuva incidente e a perspectiva de chuva da previsão meteorológica futura, antecipando situações potencialmente críticas para a ocorrência de um escorregamento. Assim, durante uma chuva intensa em determinada região, o software é capaz de fazer os devidos cruzamentos lógicos e indicar as localidades que efetivamente estão em risco. As informações podem ser direcionadas diretamente via smartphone para as pessoas cadastradas na operação do PPDC.

“O PPDC é um plano de contingência no qual para cada nível de risco há um conjunto lógico de ações de resposta previamente definidas. Ao automaticamente destacar as mudanças nos níveis de risco, o software força todo o sistema de Defesa Civil e todas as instituições e agentes que operam o PPDC a verificar se as medidas preconizadas como as vistorias de campo e as remoções emergenciais estão sendo realizadas ou não”, acrescenta Ogura.

O desenvolvimento do software, que durou cerca de seis meses, é exemplo da interação entre dois centros de diferentes competências do IPT. O software está passando por uma avaliação piloto na cidade de Caraguatatuba e está sendo objeto de negociações para torná-lo a base automática de operação do PPDC nos 113 municípios que participam atualmente da sua operação. O programa deu origem ainda a um registro de software no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).