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  17.09.15

Materiais magnticos


Diretor-presidente do IPT coordena conferência internacional que pela primeira vez é realizada no Brasil


Terminou ontem a Soft Magnetic Materials Conference – SMM 22, que reuniu pesquisadores e profissionais da indústria de 30 países para debater os atuais avanços nos estudos de materiais magnéticos. A conferência aconteceu de 14 a 16 de setembro na sede da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), em São Paulo, sob coordenação do engenheiro metalurgista e diretor-presidente do IPT Fernando Landgraf.
Comitê internacional organizador da SMM 22
 


“É a primeira vez que o evento acontece em todas as Américas. Isso reflete o bom posicionamento do Brasil nas pesquisas em materiais magnéticos. Tanto as empresas, a exemplo da Aperam e da CSN, como as instituições de ciência e tecnologia, caso da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do próprio IPT, são presença constante e importante no cenário mundial de estudo desse tipo de material”, afirmou Landgraf. Participante há mais de 10 anos do comitê internacional organizador do evento, partiu dele a proposta para a edição no País.

Durante os três dias de evento foram apresentados diversos estudos, sendo que uma das fronteiras do conhecimento nesse momento é a de soluções para a utilização dos materiais magnéticos nos motores dos carros elétricos. Como explica Landgraf, “o magnetismo é o que transforma a eletricidade em movimento; nesse processo, no entanto, ocorre dissipação de energia. Todo o esforço de uma parte grande da comunidade presente no evento está na busca de soluções para minimizar a dissipação de energia no processo de magnetização e desmagnetização do material”.

"30 países participaram do evento no Brasil. Próxima edição será em Sevilha" - Landgraf durante encerramento da conferência
 
Os estudos possuem alto grau de inovação. “Se hoje estamos acostumados a trabalhar com frequência de 60 hertz, os motores elétricos vão trabalhar a 400 ou 800 hertz. É preciso se concentrar em soluções para fazer o motor funcionar em nova frequência sem grande perda de energia. E o evento trouxe ideias novas, que coincidem com o que trabalhamos na USP e no IPT, que se dedica desde 1992 a esse tipo de material”, declarou Landgraf. Outra linha debatida na conferência é a possibilidade de os materiais magnéticos serem uma fonte de radiofrequência, tecnologia largamente usada nos aparelhos celulares, por exemplo, revelando a importância dos magnéticos não apenas para a indústria, mas para toda a sociedade.

Durante a SMM 22, representantes de instituições da Alemanha, Itália, Japão, Grécia, França, Estados Unidos e Espanha, dentre outras nações, expuseram seus trabalhos a uma plateia de 160 profissionais e acadêmicos de 30 países. Para conferir os resumos do que foi apresentado no evento, acesse o site oficial clicando aqui. A próxima edição da Soft Magnetic Materials Conference acontece daqui a dois anos, em Sevilha, na Espanha.