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  19.10.15

Virada Cientfica


Visitantes conheceram instalações e equipamentos do IPT que mostram o dia a dia da ciência e tecnologia


Entrar em um túnel de 40 metros de comprimento e ficar exposto a um vento com velocidade que pode chegar a 80 quilômetros por hora. Saber como são testados modelos de embarcações e de plataformas para a indústria petrolífera do país. Conhecer a maior biblioteca de madeiras da América Latina e as principais formas de catalogar as milhares de espécies. Essas foram as experiências que o IPT ofereceu aos visitantes durante a segunda edição da Virada Científica, que a Universidade de São Paulo promoveu nos dias 17 e 18 de outubro com o objetivo de aproximar a sociedade do universo da ciência.

Visitantes conheceram o túnel de vento...
 
O IPT integrou a programação com visitas guiadas na manhã do dia 17, em que duas turmas de jovens e adultos conheceram três instalações do Instituto. O intuito de colaborar com a popularização da ciência parece ter sido atingido. “Esse tipo de evento é importante para aproximar as pessoas da ciência, principalmente em nosso País, em que a base educacional muitas vezes é fraca. O aluno tem a disciplina de Física na escola, por exemplo, mas não tem muita ideia de como usar aquilo. Aqui é possível ver a prática da Física e da Engenharia com a teoria”, afirmou o operador de trânsito Leonardo Rodrigo Venâncio Gonçalves durante a visita. Para ele, o túnel de vento foi o equipamento mais interessante que conheceu no Instituto. “No túnel você tem a precisão do quanto o vento influencia, da força que aquilo que você não vê pode exercer no seu corpo”.

Para Gabriel Borelli Martins, pesquisador do Laboratório de Vazão que apresentou para os visitantes o túnel de vento, a Virada representa uma oportunidade para o Instituto e para a comunidade. “O evento propicia divulgação do IPT, o que é importante porque muitas pessoas não conhecem tudo que o Instituto faz, por conta da multidisciplinaridade. Mesmo os clientes não sabem toda a potencialidade do IPT. Para quem participa, também é oportuno. O pessoal mais novo vê essa estrutura (do túnel de vento), as maquetes que expomos, e às vezes esse é o start para ele se interessar pela área. E a gente precisa de mais gente no País que se importe com pesquisa”. O equipamento, apresentado por Martins e pelo também pesquisador Paulo Jabardo, permite estudar mais profundamente questões como conforto ambiental, dispersão de contaminantes em grandes centros urbanos e efeitos de carga de vento em estruturas.​

Além do túnel, os participantes conheceram o tanque de provas do Laboratório de Engenharia Naval e Oceânica.
...o tanque de provas do Laboratório de Engenharia Naval e Oceânica...
 
Os pesquisadores Andre Kogishi, Ricardo Gurgel do Nascimento e Felipe Kleine explicaram aos visitantes como as instalações contribuem para os avanços dos setores de transporte marítimo e de construção de plataforma de petróleo, simulando condições fluviais e marítimas, como a geração de ondas. O tanque, de 280 metros de comprimento, tem capacidade para mais de seis milhões de litros de água. Foram também apresentados a impressora tridimensional do laboratório e um sistema automatizado com braço robótico que tornou mais rápida a produção de modelos reduzidos de navios e de plataformas offshore.

Na Xiloteca Dr. Calvino Mainieri, os grupos aprenderam sobre a catalogação dos diferentes tipos de madeira. “A madeira é uma parte da árvore, ela é um tecido feito por células que se arranjam de maneira diferente nas diferentes espécies”, explicou Raphael Pigozzo, do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis.
...e a xiloteca que contém 18 mil amostras de três mil espécies de árvores.
 
Para a identificação, é feito um corte transversal da madeira e, com a ajuda de uma lupa, é possível vislumbrar diferentes elementos, entre elas as células de parênquimas. “Nós usamos as parênquimas para identificar a madeira. Eles formam desenhos diferentes, como se fossem impressões digitais da espécie”.

A xiloteca do IPT contém 18 mil amostras de três mil espécies. Algumas delas, com densidade, formas e aromas distintos, foram apresentadas aos participantes. Além da experiência sensorial, eles compreenderam a importância de identificação correta da madeira, para indicar o melhor uso e os cuidados necessários para cada espécie. “Hoje em dia a aplicação mais importante da anatomia da madeira é na fiscalização. Como muitas madeiras estão esgotadas, o corte seletivo é importante para o controle. É preciso fiscalizar se um determinado lote de madeiras cerrado é realmente das madeiras que tinham autorização para o corte”, finaliza Pigozzo.