Pgina inicial do IPT   >   Publicaes   >   Publicaes tcnicas   >  Artigos Tcnicos

compartilhe

Contribuio da mineralogia dureza Knoop e ao desgaste abrasivo em algumas rochas silicticas de revestimento


Eduardo Brandau Quitete; Fabiano Cabaas Navarro; Maria Heloisa Barros de Oliveira Frasc


Resumo:

A dureza Knoop é uma é uma propriedade de rochas determinada pela microimpressão de uma ponta de diamante na superfície em teste de uma rocha, mais especificamente definida como a área produzida, de formato losangular, dividida pela carga utilizada para esta impressão. Visto que a dureza de um material é função de diversos parâmetros que constituem um universo multivariado e interdependente, realizou-se neste trabalho análise estatística utilizando o método de regressão linear múltipla, entre os dados de dureza Knoop e os de desgaste abrasivo, comumente obtidos no Brasil pelo método Amsler, que utiliza areia quartzosa e cujo resultado é medido como a redução média na espessura de dois corpos de prova após 1.000 m de percurso abrasivo sob carga de 66 N. Para tanto, foram utilizadas amostras de 16 rochas silicáticas (contendo entre 35% a 0% de quartzo, incluindo granitos, monzonitos, gnaisses e outros), comercialmente designadas como granitos. Todas as rochas utilizadas estão caracterizadas no Catálogo das Rochas Ornamentais e de Revestimento do Estado de São Paulo (Frascá, 2000). Os resultados mostraram que a dureza Knoop e o desgaste Amsler fornecem resultados tendendo à proporcionalidade inversa, ou seja, quanto maior a dureza menor o desgaste, como esperado, e a melhor correlação obtida por regressão linear múltipla foi 0,56 (R2). A dureza Knoop, particularmente HKmédia, tende a números maiores quanto maior o teor de quartzo, mas a correlação é baixa (R2 = 0,35). Quanto à granulometria do quartzo na rocha, foi observada uma tendência de aumento da dureza, principalmente o parâmetro HK25, com o aumento do tamanho mínimo dos grãos de quartzo (R2 = 0,37). Na regressão linear múltipla, o desgaste Amsler pode ser previsto com correlação ligeiramente melhor (R2 = 0,59) do que a dureza Knoop quando consideradas as quantidades de quartzo, plagioclásio e feldspato potássico.


Referência:
QUITETE, Eduardo Brandau. NAVARRO, Fabiano Cabañas; FRASCÁ, Maria Heloisa Barros de Oliveira . Contribuição da mineralogia à dureza Knoop e ao desgaste abrasivo em algumas rochas silicáticas de revestimento. In: SIMPÓSIO DE ROCHAS ORNAMENTAIS DO NORDESTE, 9., 2016, João Pessoa. Anais... 10 p.

 
Publicações técnicas