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Atendimentos emergenciais em casos de risco geolgico: planejamento para situaes crticas a partir do aprendizado em Santa Catarina - 2008


Agostinho Tadashi Ogura; Marcelo Fischer Gramani


Resumo:

O estado de Santa Catarina, principalmente a região leste, foi intensamente afetado por chuvas de caráter extremo em novembro de 2008. Os cenários de risco e os processos observados foram resultados de chuvas com acumulado diário da ordem de 240 mm (23/11) e 215 mm (24/11) e total mensal superior a 1200 mm no mês de novembro. Os movimentos de massa, nas regiões urbanas e rurais das regiões de Blumenau, Itajaí, Complexo do Baú (Ilhota, Luiz Alves e Gaspar) e Jaraguá do Sul, apresentaram grandes dimensões e se desenvolveram de forma generalizada nos setores de encosta e vale dos rios. Aspectos que se destacaram durante as vistorias foram os volumes de solo mobilizados (escorregamentos profundos) e o raio de alcance atingido por essas massas. Os objetivos deste trabalho são (1) apresentar os aprendizados adquiridos a partir das atividades realizadas no âmbito das operações emergenciais desenvolvidas nas áreas atingidas e (b) descrever os cenários de riscos identificados. Os procedimentos procuraram seguir o Modelo de Abordagem da UNDRO (Office of the United Nations Disasters Relief Co-Ordinator), que prevê em sua quarta etapa o “Planejamento para Situações de Emergência”. Não há dúvidas de que os bons resultados dos atendimentos emergenciais só serão suficientes e aceitáveis se houver um trabalho prévio de planejamento das atividades. Nesse sentido, os aspectos a serem considerados neste planejamento passam pelas seguintes ações: (1) implantar medidas preventivas e emergenciais: evitar aumento do acidente; (2) informar a população correta e adequadamente: principalmente se houver possibilidade de novas ocorrências nas áreas atingidas; (3) estruturar, de maneira adequada, as equipes envolvidas nos trabalhos de emergência: respeitando logística, especialidades e experiência nas avaliações dos riscos atuais e potenciais; (4) considerar os aspectos técnicos necessários às operações de resgate de cítimas e à recuperação da área: muitas vezes resultam em ações que colocam em risco as próprias equipes e a população e (5) identificar as causa e fatores agravantes que influenciaram a ocorrência do acidente. Após as ocorrências em Santa Catarina, uma série de mudanças foram propostas para as difertentes equipes de atuação nas emergências. Equipes de Defesa Civil, Bombeiros, Polícias Militares e Federais, Médicos, Psicólogos, Enfermeiros , Frças Armadas e Geocientistas procuraram se capacitar e aprimorar seus sistemas e procedimentos operacionais padrão (POP). As mudanças ocorrem internamente, mas ainda há necessidade de integração destas equipes multidisciplinares..


Referências:
OGURA, Agostinho Tadashi; GRAMANI, Marcelo Fischer. Atendimentos emergenciais em casos de risco geológico: planejamento para situações críticas a partir do aprendizado em Santa Catarina - 2008. In: CONFERÊNCIA BRASILEIRA SOBRE ESTABILIDADE DE ENCOSTAS - COBRAE, 12., 2017, Florianópolis. Anais... 6 p.

 
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