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  12.03.21

Nanocobre, vacina ps-pandemia

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IPT e empresa Cecil desenvolveram nanopartículas de cobre com tecnologia e matéria-prima 100% nacionais


Partículas de cobre são desinfetantes por excelência. Expostos a elas, vírus e bactérias não resistem mais do que alguns minutos a poucas horas. Existem hoje no mercado brasileiro alguns produtos com características similares para eliminar microrganismos. A prata, por exemplo, tem ação antimicrobiana, mas o cobre chega a custar três vezes mais barato em cotação internacional, segundo o London Metals Exchange.
 
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a empresa Cecil Laminação de Metais desenvolveram no Brasil um projeto pioneiro para a produção de nanocobre, com tecnologia para nanoencapsulação do elemento ativo proveniente de reservas da própria empresa.
Desafios das vacinas anticovid-19 enfrentados pelas instituições de pesquisa deixaram clara a importância estratégica do domínio tecnológico da produção do chamado Ingrediente Farmacêutico Ativo, o IFA
 
A competência, que é 100% nacional de ponta a ponta, já deu origem a um registro de patente.
 
Os desafios das vacinas anticovid-19 enfrentados pelas instituições de pesquisa nacionais deixaram clara a importância estratégica que representa, no mundo todo, o domínio tecnológico da produção do chamado Ingrediente Farmacêutico Ativo, o IFA. Para as nanopartículas de cobre, ou outros elementos desinfetantes igualmente eficazes, vale a mesma lógica.
 
ESPAÇO PARA INOVAÇÃO - As possibilidades de aplicação do nanocobre são bem diversificadas. "Ele pode ser agregado a tintas imobiliárias para proteção das mais variadas superfícies, a vários tipos de tecidos e também a metais sanitários, entre outros", afirma a pesquisadora responsável pelo Núcleo de Bionanomanufatura do IPT, Natalia Neto Pereira Cerize.
 
A microfluídica, tecnologia inovadora que permite miniaturizar as linhas de produção e também leva a chancela do IPT no Brasil, foi também estudada no projeto e pode viabilizar plantas industriais mais eficientes, de menor custo, ocupando pequenos espaços e gerando menos resíduos no processo produtivo. "Nestes dispositivos poderá ser produzido em um futuro próximo o nanocobre brasileiro, mais eficiente e competitivo como desinfetante em ambientes públicos e domésticos no pós-pandemia que, certamente, virá pela vacinação em massa", completa a pesquisadora responsável pelo Laboratório de Biotecnologia Industrial, Patricia Leo.
 
 

 
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