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  03.12.18

Cidades mais verdes


Rede Globo promove sexta edição do Projeto Verdejando e pesquisadores do IPT participaram da série de reportagens


A sexta edição do Projeto Verdejando da TV Globo, criado com o objetivo de mostrar à população os benefícios da arborização, teve início na segunda-feira, 26 de novembro, com reportagens exibidas nos telejornais Bom Dia SP, SP TV 1ª Edição e SP TV 2ª Edição, e também no programa Bem Estar. Uma novidade em 2018 foi a expansão de atividades do projeto para além da capital paulista, incluindo as cidades de Recife, Brasília e Belo Horizonte.

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estiveram presentes em cinco reportagens exibidas durante a série. Em matéria do dia 26 de novembro no SP2, de acordo com dados apurados pela emissora, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente plantou na capital paulista em 2013 pouco mais de 155 mil árvores; o número caiu em 2014 para quase 82 mil e, nos dois anos seguintes, foram menos de 70 mil.

Em 2017, houve uma recuperação e foram plantadas aproximadamente 75 mil árvores, mas ainda não se conseguiu alcançar metade dos números de 2017. Segundo a Prefeitura, nos últimos anos foram investidos recursos em diversas estratégias em relação ao verde que não se baseiam exclusivamente no plantio – um exemplo dado foi o aumento no número de parques, que passou de 30 para 106 parques de 2008 até hoje.

Giuliana Del Nero Velasco, engenheira agrônoma do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do IPT, foi uma das entrevistadas. Ela fez um balanço da arborização na capital paulista desde o início do projeto da emissora em 2013: segundo a pesquisadora, há uma série de grupos realizando plantios na cidade de modo planejado, com conhecimento, e existe a necessidade de a prefeitura contar com outras instituições para auxiliar na gestão urbana.

Outra reportagem exibida no dia 28 de novembro, desta vez no Bom Dia SP, contou novamente com a participação de Giuliana. A falta de áreas verdes aumenta a possibilidade de ocorrência de inundações porque a impermeabilização do solo impede que a água das chuvas retorne aos lençóis freáticos. “Deixar espaços para a água descer ao solo e aumentar o número de áreas verdes irá incrementar o espaço permeável nas cidades”, afirma a pesquisadora na reportagem. Jardins de chuva e florestas de bolso, que podem ser implantadas em pequenos espaços e também em grandes áreas como projetos de restauração florestal, são dois exemplos destacados na matéria.

O aumento do número de solicitações para a Prefeitura de São Paulo recolher galhos e árvores caídas cresceu dez vezes na comparação entre o primeiro semestre de 2018 e o mesmo período em 2017: este foi o tema de reportagem exibida no SP2, em 28 de novembro. O pesquisador Sergio Brazolin, também do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do IPT, enfatizou na matéria que hoje estão disponíveis equipamentos que permitem às administrações municipais cadastrar as árvores e conhecer a quantidade e a situação delas. “Sem este inventário para saber como está a saúde das árvores, é difícil fazer uma gestão para o futuro”, afirmou ele.

Mais duas reportagens foram apresentadas durante a série com a presença dos dois profissionais, uma delas no Bom Dia SP, em 30 de novembro, e outra novamente no SP2, em primeiro de dezembro. A primeira retomou o tema do aumento de pedidos para recolher árvores e galhos caídos, e a segunda enfatizou a necessidade de aumento de mudas oferecidas pelos viveiros municipais da capital paulista.

Confira abaixo as reportagens na íntegra: