Pgina inicial do IPT   >   Imprensa   >  IPT na mídia



IPT na mdia



compartilhe


  04.11.20

Tecido antiviral em nibus


Ônibus em São Paulo são revestidos com tecido construído para minimizar propagação do coronavírus; IPT participa do projeto e dá entrevista ao programa É de Casa


A Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo anunciou no dia 28 de outubro uma ação para minimizar a propagação do novo coronavírus no transporte público: são os 12 primeiros chamados ônibus "antivirais" da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU/SP.

Bancos, balaústres (colunas) e catracas dos veículos estão sendo revestidos com um tecido que possui ação antibacteriana e antiviral e oferece proteção aos vírus influenza, herpes vírus e coronavírus. A intenção é evitar a contaminação cruzada, quando um passageiro infectado com o vírus coloca a mão em uma superfície e, em seguida, outra pessoa toca no mesmo local, correndo o risco de contrair a doença.

Os primeiros ônibus que receberam o acabamento pertencem à Viação Osasco, da Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a secretaria, o material está sendo produzido para revestir outros 200 veículos.

A pesquisadora Patricia Leo, responsável pelo Laboratório de Biotecnologia Industrial do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), foi entrevistada no programa 'É de Casa', da Rede Globo, no dia 31 de outubro sobre o projeto.

Equipes do IPT coletaram no mês de julho material de alguns assentos, encostos e seguradores dos ônibus, para comparar o nível de contaminação microbiana antes e após a circulação de pessoas pelo veículo, com posterior cultivo em meio específico para detecção de bactérias e fungos aeróbios totais.

As amostras do tecido (fabricado em poliamida com ativos antibacteriano e antiviral impregnados no fio) utilizado na manta aplicada no ônibus foram analisadas em laboratório em momento posterior no IPT, com a execução de ensaios que seguiram os métodos descritos pelas normas internacionais AATCC 100 e ISO 18184.

O tecido foi submetido a concentrações conhecidas de bactérias e de um tipo de coronavírus, com o objetivo de determinar a capacidade do tecido em reduzir as cargas bacterianas e viral aplicadas.

"Este tecido tem em sua trama (fio) um componente capaz de desestrutur os vírus. Fizemos a sua avaliação, seguindo as normas, em que uma suspensão contendo o vírus foi colocada em contato com o tecido para verificar se ele estava presente após um determinado tempo. Foi eliminado 100% do vírus no tecido após a exposição", explicou a pesquisadora no programa - ela ressalta ainda que o tecido nao elimina o uso de máscaras e a continua higienização das mãos.

Veja abaixo a matéria na íntegra: