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  03.12.20

'Arborizao em SP no foi planejada'


Pesquisador do IPT fala sobre os desafios da arborização urbana em grandes cidades em entrevista na Rádio Bandeirantes


Árvores são seres vivos e, ao chegar a estação das chuvas nas grandes cidades, algumas delas caem. Não se pode esquecer que elas envelhecem, começam a apodrecer e muitas passam ainda a ser infestadas de cupins, geralmentes aquelas que foram plantadas há mais tempo.
Árvores plantadas em locais inadequados no passado, como calçadas estreitas, se transformam em "gigantes de pés pequenos"
 
Para estas árvores 'doentes', existe a possiblidade de executar uma avaliação das suas condições com tomógrafos, por exemplo, que fornecerão dados para dar suporte à tomada de decisões, inclusive a sua supressão.

Por outro lado, existem árvores sadias nas metrópoles em que não se observa nenhum problema externamente, mas elas têm restrições para o crescimento das raízes - foram plantadas em locais inadequados no passado (calçadas estreitas, por exemplo) e não se previu que alcançariam grandes alturas. Em outras palavras, a árvore se transformou em um "gigante de pés pequenos", conforme afirmou o biólogo e pesquisador do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Sergio Brazolin, em entrevista ao programa Bora Brasil, da Rádio Bandeirantes, em 2 de dezembro.

Brazolin falou na entrevista sobre a substituição de espécies exóticas por árvores nativas, novas tecnologias para estudo de raízes, a influência de fatores como ventos na queda de árvores, os desafios para a escolha dos locais em que serão plantadas novas árvores nas grandes cidades, a execução de podas adequadas e o projeto (em andamento no IPT, com financiamento da Fapesp) de instalação de sensores nas árvores para fornecimento dos dados necessários à gestão da arborização urbana.

Confira abaixo a conversa do pesquisador com os apresentadores Joel Datena e Ana Paula Rodrigues: