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  21.06.10

Bate-bola no tnel


Bolas de futebol, inclusive da Copa 2010, foram testadas no túnel de vento do IPT para a TV Globo


Na manhã do dia 15 de junho, terça-feira, dia de estreia do Brasil na Copa do Mundo deste ano, os pesquisadores Gilder Nader e Antonio Luiz Pacífico, do Laboratório de Vazão do IPT, realizaram testes no túnel de vento atmosférico do IPT com bolas de torneios oficiais de futebol.

Foram testadas as bolas do campeonato Paulista e Brasileiro deste ano e das copas de 2006 e 2010, batizada “Jabulani” que significa “celebrar” em isiZulu, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul, país sede da Copa 2010. Os testes foram encomendados pela Rede Globo, tendo o programa Globo Esporte como cliente. Os resultados foram gravados com exclusividade pela reportagem da emissora e foram ao ar no dia 20, no programa Central da Copa, após o Fantástico.

 Vdeo
  • Jabulani no Túnel de Vento


Segundo o pesquisador Gilder, foram feitas medições com visualização do escoamento de ar em volta de cada bola. Para isto foi utilizado o sistema PIV (Particle Image Velocimetry) com emprego de raios laser. “Verificamos que a bola do Campeonato Brasileiro, por exemplo, com superfície mais rugosa, do tipo clássico, tem coeficiente de arrasto (resistência ao ar) mais baixo e bom deslocamento. As bolas das copas apresentaram um ‘descolamento’ mais rápido e maior coeficiente de arrasto.”
Visualização do escoamento de ar em volta das bolas durante testes no túnel de vento do IPT
 

Ao ser chutada, a bola ganha uma velocidade inicial que vai diminuindo até que, num determinado momento, atinge o chamado “ponto de crise de arrasto”, explicou Gilder. “É quando ela faz uma curva. Com a bola do ‘Brasileirão’ esse ponto demorou mais para ser alcançado, numa velocidade de aproximadamente 13 metros por segundo. A Jabulani atinge esse ponto e faz a curva bem antes, numa velocidade que ainda vamos medir com exatidão, mas que pode superar os 15 ou16 metros por segundo.”