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  11.06.18

Apoio aos municpios


IPT e SDECTI promovem cursos sobre análise e gestão de áreas de risco e pagamentos por serviços ambientais


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) ofereceu, por meio da Plataforma Pró Munícipios, dois cursos destinados a funcionários de prefeituras paulistas na última semana: “Aplicação do roteiro metodológico para análise e mapeamento de áreas de risco de deslizamento” e “Pagamento por Serviços Ambientais”, que foram promovidos nos dias 05 e 06 de junho, respectivamente.

Os dois cursos tratam de assuntos que possuem relações com o meio ambiente e seu correto gerenciamento, porém seus objetivos sociais e as abordagens técnicas são diferentes. Eduardo Soares de Macedo, pesquisador da Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do IPT e responsável pelas aulas do primeiro curso, explica que a ideia é levar a público a metodologia utilizada pelo IPT em áreas de risco.

“Esse assunto é um dos mais importantes hoje dentro das prefeituras. Por conta das condições socioeconômicas do Brasil, as áreas de risco estão crescendo muito. É preciso ter conhecimento dos níveis de risco e o que eles significam em termos de periculosidade para as pessoas. Assim será possível saber como trabalhar a fim de evitar acidentes”, afirma Macedo.

Com oito horas de duração, o curso teve seu conteúdo dividido em quatro partes. Na primeira, foram explicados aos participantes conceitos para a compreensão do tema, como suscetibilidade e vulnerabilidade. Em seguida, foram discutidas ideias para a gestão de risco nos municípios.
Cursos tratam de assuntos que possuem relações com o meio ambiente e seu correto gerenciamento, porém seus objetivos sociais e as abordagens técnicas são diferentes
 
A terceira parte consistiu na análise de escorregamento, como se dá, porque ocorre e como reconhecê-lo. Por fim, houve a explicação de como utilizar o roteiro pedagógico oferecido pelo Instituto para aplicação em campo.

SERVIÇOS AMBIENTAIS – O segundo curso oferecido pelo IPT tratou de pagamentos por serviços ambientais, conhecidos pela sigla PSA. Mariana Hortelani Carneseca Longo, pesquisadora assistente da Seção de Sustentabilidade e Recursos Florestais e responsável pelo curso, conta que os pagamentos são incentivos destinados a munícipes ou proprietários rurais que adotam práticas que geram benefícios ambientais, como a recuperação da mata ciliar de um rio.

“Tratamos da questão teórica de como e o que são esses serviços, para homogeneizar a informação aos participantes, que vêm de diferentes áreas do conhecimento. Também apresentamos a eles maneiras de implementar uma política pública de PSA e institui-la no município, além de como elaborar um programa de pagamentos com todas as atividades que precisam ser contempladas”, explica Mariana.

RECEPÇÃO – Morador de Guararema, cidade do interior paulista, Leandro de Leon Santos assistiu ao curso sobre áreas de risco. Funcionário da Secretaria de Meio Ambiente do munícipio, ele conta que não há muitas áreas de risco em sua cidade, mas afirma que “é bom sempre se atualizar para não deixar que a situação fuja de controle”.

Já Alfredo de Farias lida com áreas de risco com frequência, pois é membro da Defesa Civil de Itapevi, na Grande São Paulo. “Sobre o conteúdo, são coisas que eu vivencio diariamente, mas descobri algumas técnicas novas e outros fatores que não tinha conhecimento para auxiliar no trabalho de combate aos riscos”.

Os cursos são oferecidos pelo IPT através da Plataforma Pró Munícipios, ferramenta que auxilia gestores públicos com conhecimento técnico em engenharia e tecnologia, oferece cursos e apoia o planejamento, a gestão e execução de políticas públicas. A iniciativa é uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI) do estado de São Paulo.