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  11.10.18

Madeira na construo


IPT sedia evento do Núcleo de Referência em Tecnologia da Madeira, com participação da cadeia construtiva


Defender a madeira como elemento construtivo é o objetivo do Núcleo de Referência em Tecnologia da Madeira, que realizou seu primeiro evento em 2018 na sede localizada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Cerca de 100 profissionais do setor estiveram presentes no campus do IPT no dia 9 de outubro para discutir estratégias de viabilização do uso intensivo da madeira na construção, suporte aos processos industriais e estabelecimento de uma cadeia construtiva sustentável para o material. “Precisamos conhecer a fundo as características da madeira para ampliar seu uso, mas de maneira consciente”, afirmou na abertura do evento a responsável pelo Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do IPT, Maria José de Andrade Casimiro Miranda.

A criação do núcleo é iniciativa de um grupo de engenheiros e arquitetos apoiados pelo IPT, Sindicato do Comércio Atacadista de Madeiras de São Paulo (Sindimasp), Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), World Wide Fund for Nature Brasil (WWF-Brasil) e empresários do setor.

Cinco apresentações foram feitas por profissionais do segmento para discutir como cada um deles se insere na cadeia construtiva da madeira:
Mesa de abertura do evento contou com a presença de Maria José, Maria Luiza Otero D'Almeida (diretora do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT) e Aflalo
 
o tema ‘Floresta’ ficou a cargo de Marco Lentini, coordenador do Programa Florestas do WWF Brasil; ‘Componentes’, por Patrick Reydams, gestor responsável pelas operações de manejo florestal e industrial da Amata; ‘Educação’, com Marcos de Oliveira Costa, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faap; ‘Projeto’, por Hélio Olga, fundador da Ita Construtora, e ‘Construção’, que ficou sob responsabilidade de Francisco Antunes de Vasconcellos Neto, vice-presidente administrativo e financeiro do SindusCon-SP.

Segundo o presidente do núcleo, o arquiteto Marcelo Aflalo, a herança ibérica levou o Brasil a investir no uso de matérias-primas sólidas na construção, que não representam necessariamente a vocação e a cultura do país, deixando de lado o uso da madeira. A criação do núcleo é uma iniciativa que busca reverter este quadro: “Queremos um modelo contemporâneo de gestão no núcleo, um perfil open-source, para receber inputs de todos os agentes da cadeia. Eles têm necessidades muito diferentes”, afirmou ele.

O atual estágio da indústria brasileira foi também um tema levantado por Aflalo. Segundo ele, a grande maioria das empresas do setor está atrasada em relação ao potencial florestal brasileiro: “Poderíamos ter uma indústria de componentes significativa e de qualidade, mas o que existe hoje atende marginalmente às demandas”. A comunicação entre os diferentes elos da cadeia, afirmou ele, é fundamental ao desenvolvimento do setor e conhecimento das múltiplas demandas, a fim de atingir um modelo de negócios semelhante ao da indústria automobilística.

O evento contou ainda com uma palestra sobre sistemas construtivos em madeira, proferida pelo engenheiro Pedro Moreia, da Tecverde, e uma oficina para identificação de madeiras, ministrada por Maria José. Participaram do encontro profissionais de várias empresas de São Paulo, Brasília, Mato Grosso, Paraná e da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais.