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  03.12.18

Preveno de desastres


IPT lança curso em vídeo para auxiliar operações do Plano Preventivo de Defesa Civil, que comemora 30 anos de criação


Os principais desastres naturais no Brasil são as inundações e os movimentos de massa, principalmente os deslizamentos de terra – quando acontecem, a Defesa Civil é um dos órgãos acionados. Para organizar as ações destinadas a minimizar as consequências para as populações que vivem em áreas de risco, um dos mais importantes e efetivos trabalhos é o Plano Preventivo de Defesa Civil – o PPDC, como também é conhecido, é o tema do recém-lançado curso em vídeo direcionado aos profissionais da área e produzido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O projeto do vídeo foi um dos quatro selecionados no primeiro edital da Fundação de Apoio ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (FIPT), que foi lançado em janeiro de 2017, para financiar projetos sociais de laboratórios e seções do IPT voltados à promoção da transformação social positiva e sustentável. Os projetos escolhidos cumprem as diretrizes e os conteúdos estabelecidos na Política de Investimento Social da FIPT, e seguem também as orientações da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, editada em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), tendo como público direto populações em vulnerabilidade socioeconômica no Brasil.

O PPDC é um instrumento de convivência com os riscos que foi criado no estado de São Paulo em 1988, em uma parceria da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, IPT e Instituto Geológico (IG), a fim de que o poder público se antecipasse aos desastres e retirasse os moradores antes da ocorrência de deslizamentos e inundações.

O programa é implantado todos os anos no dia primeiro de dezembro, que é o início da Operação Chuvas de Verão em São Paulo, e continua usualmente até 31 de março, funcionando a partir de três parâmetros: acumulado de chuvas de três dias, previsão meteorológica e vistorias de campo que, juntos, irão definir as ações da Defesa Civil.

Três pesquisadores da Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do IPT – Eduardo Soares de Macedo, Fabrício Araújo Mirandola e Marcelo Fischer Gramani – e o diretor de inovação e negócios do Instituto, Agostinho Tadashi Ogura, apresentam no curso em vídeo como operacionalizar o PPDC especificamente para deslizamentos, compreender sua base teórica e seu mecanismo de funcionamento.
“O curso foi criado para auxiliar os profissionais da Defesa Civil a perceberem com antecedência que um desastre está prestes a acontecer, e o que fazer para evitar que os moradores das áreas de risco sejam atingidos.
"Curso foi criado para auxiliar os profissionais da Defesa Civil a perceberem com antecedência que um desastre está prestes a acontecer", afirma Eduardo Soares de Macedo no curso
 
A intenção é disseminar o conhecimento em São Paulo, outros estados e até mesmo em outros países”, explica Macedo, lembrando que o curso de 30 minutos está disponível em português e nas versões legendadas em espanhol e em inglês.

Para medir o volume de chuvas, por exemplo, os pesquisadores explicam no vídeo o funcionamento de ferramentas como o pluviômetro, que é um aparelho de meteorologia (manual ou automático) usado para recolher e medir, em milímetros lineares, a quantidade de chuva durante um determinado tempo e local – cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado de terreno. Com estas informações, é possível determinar o volume de água que caiu sobre uma determinada área e alertar as autoridades sobre as ações a serem tomadas.

Além dos três parâmetros básicos do PPDC, o curso mostra como o plano funciona detalhando as ações que estão estruturadas em quatro níveis: Observação; Atenção; Alerta e Alerta Máximo. O período de vigência do nível de Observação, por exemplo, está compreendido entre os dias primeiro de dezembro e 31 de março; Macedo descreve no vídeo, entre outros pontos, as atividades executadas por cada órgão envolvido.

Enquanto a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, a COMPDEC, é encarregada nesta etapa do acompanhamento e da transmissão dos dados de índices pluviométricos para outros órgãos, além do reconhecimento das áreas de risco e o contato com os moradores, o próprio IPT e o IG mantêm equipes técnicas em plantão para auxiliar os municípios no caso de ocorrências.

Confira abaixo o curso na íntegra, que está disponível no canal do IPT no YouTube: