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  11.07.19

Segurana em concreto


Guia de boas práticas sobre reações expansivas em concreto, do Ibracon, é foco de evento realizado no IPT


Com informações do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon)

Cerca de 120 profissionais com atuação na área de construção civil, entre professores, pesquisadores, fornecedores de insumos, projetistas e outros, participaram do workshop ‘RAA – Reações Expansivas no Concreto’, promovido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABPC) no dia 4 de julho. O objetivo do evento foi disseminar conhecimento sobre reações expansivas no concreto, bem como apresentar medidas consolidadas para sua prevenção.

Eduardo Quitete, geólogo do IPT, é um dos colaboradores do 'Guia de prevenção da reação álcali-agregado'
 
A reação álcali-agregado (RAA) é uma reação físico-química que pode provocar a deterioração das estruturas de concreto sob determinadas condições de exposição. Cláudio Sbrighi Neto, atual diretor do Ibracon que colaborou com a implantação dos ensaios de RAA no IPT na década de 1970, apresentou no evento a estrutura e o conteúdo do ‘Guia de prevenção da reação álcali-agregado’, prática recomendada lançada no ano passado pelo Ibracon no 60º Congresso Brasileiro do Concreto. “A norma brasileira ABNT NBR 15577 Agregados – Reatividade álcali-agregado é bastante densa e complexa, com sete partes. O guia de prevenção da RAA simplifica a compreensão do fenômeno e das medidas para sua mitigação em obras de concreto”, comentou. O guia tem a participação de profissionais de diversas instituições, entre eles o geólogo Eduardo Quitete, pesquisador do Laboratório de Materiais de Construção Civil do IPT e um dos coordenadores do evento.

Em sua palestra, Sbrighi apresentou os cinco passos para a prevenção da RAA contidos no guia: classificar a estrutura, determinar o grau de reatividade do agregado, cruzar esta informação com as dimensões da estrutura e seu grau de exposição, estabelecer a intensidade da medida preventiva e escolher as opções de mitigação em função dessa intensidade.

O evento contou com a participação da pesquisadora Priscila Leal, também do IPT, cujo tema da apresentação foi o ataque interno de sulfatos e, mais especificamente, um fenômeno conhecido por formação de etringita tardia (DEF), que está relacionado à expansão do concreto provocada pelo calor, na presença de excesso de umidade. Já o chefe dos laboratórios da ABCP, o geólogo Arnaldo Battagin, mostrou as semelhanças e as diferenças entre a RAA e a DEF – segundo ele, ambos os fenômenos comprometem a vida útil das estruturas de concreto e podem ser confundidos, o que cria a necessidade de um grupo de trabalho para um guia específico sobre a DEF.