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  09.09.19

reas de risco


IPT e Defesa Civil de São Paulo renovam parceria para identificação de áreas de risco em 15 cidades do estado


Atualizado em 18 de setembro
Atualizado em 14 de novembro


Um novo contrato assinado no final do mês de agosto entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Coordenaria Estadual de Defesa Civil do Estado de São Paulo prevê o mapeamento de áreas de alto e muito alto risco a deslizamentos e inundações em 15 municípios do estado. O projeto será realizado pela Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do IPT por meio de visitas técnicas às cidades e posterior organização das informações em mapas, imagens e documentação fotográfica em um Sistema de Informações Geográficas (SIG), a fim de subsidiar o gerenciamento das áreas e estabelecer parâmetros técnicos e sociais.

Os graus considerados seguem o método de Setorização de Risco, o qual “tratará dos setores classificados como de risco alto (R3) e muito alto (R4) dos 15 municípios”, afirma Marcelo Fischer Gramani, pesquisador e coordenador do projeto.

Oito das cidades incluídas no projeto – Aguaí, Itapira, Itobi, Pinhalzinho, Rio Claro, Santo Antônio do Jardim, Santa Cruz da Conceição e Santa Cruz das Palmeiras – estão localizadas na Região Administrativa de Campinas, e quatro delas na Região Administrativa de Registro (Cajati, Itariri, Jacupiranga e Juquiá). Os outros três municípios são Praia Grande, Ribeirão Grande e Sarapuí.

Estes municípios foram indicados pela Defesa Civil como prioritários por apresentarem registro de eventos de ordem meteorológica, hidrológica ou geológica, e também por não terem informações atualizadas sobre riscos de deslizamento e/ou inundações – desde o início do projeto, em novembro de 2012, 125 cidades do estado de São Paulo foram mapeadas.

As principais atividades desenvolvidas pelo IPT incluem a pesquisa bibliográfica dos levantamentos de áreas de riscos existentes, a consulta às equipes das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil sobre o número de atendimentos efetuados nos locais que serão avaliados, a realização de vistorias de campo para levantamento de indicadores de risco e tipologias dos processos, e a elaboração de documentação fotográfica.

Os dados coletados serão analisados para fundamentar o relatório técnico, que irá conter informações como descrição da área avaliada, delimitação dos setores de risco identificados em imagem de sensores remotos, quantidade de imóveis em risco, quantidade de pessoas em risco, tipologia do processo (deslizamento, inundação, solapamento de margem) e sugestões de intervenções para minimizar ou eliminar os riscos identificados.

Após concluídas, as setorizações serão entregues pela Defesa Civil aos municípios, que serão orientados, em capacitação conjunta com o IPT, sobre como utilizar as informações contidas nos relatórios. Assim, será possível aprimorar medidas locais mitigadoras ou preventivas, bem como embasar a decisão de remoção temporária ou definitiva de moradores.