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  16.04.20

Testes de UV no metr


IPT auxilia Secretaria dos Transportes a testar eficácia de tecnologia de esterilização no metrô de SP


Com informações da Secretaria de Transportes Metropolitanos
 
IPT coletou amostras de 13 pontos do vagão, entre chão, assento, porta e seguradores. Créditos: Imprensa Alexandre Baldy
 

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo iniciou na última quarta-feira, dia 15 de abril, testes com um equipamento que emite luz ultravioleta (UV) para sanitizar os vagões dos trens que circulam no Metrô e na CPTM. Em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), as amostras coletadas serão analisadas e, se comprovada a eficácia, poderá ser implementada em todo o sistema de transporte metropolitano.
 


O aparelho testado pela Secretaria é um robô que teria a capacidade de desinfectar cada vagão ou veículo em até um minuto. O poder de desinfecção do equipamento depende da energia por área (joule/m²): em uma aplicação com energia suficiente, a esterilização poderia ser de até 100%.
 
O papel do IPT durante os testes foi coletar amostras nos vagões antes e depois do processo de desinfecção com o robô, a fim de verificar a eficácia da esterilização promovida pelo aparelho. A pesquisadora Patricia Leo, do Núcleo de Bionanomanufatura do Instituto, explica que foram coletadas amostras de 13 pontos do vagão, entre chão, assento, porta e seguradores.
 
“Com um swab [espécie de cotonete] umedecido com solução estéril, coletamos amostras das mesmas áreas antes e após a desinfecção. Depois, espalhamos as amostras em placas contendo meio de cultura. Essas placas foram incubadas em uma estufa em laboratório, e diariamente, serão observadas. Após um tempo total de 72 horas, faremos uma leitura para quantificar o crescimento de microorganismos antes e depois do uso da tecnologia”, detalha Leo.
 
Robô testado no metrô teria a capacidade de desinfectar cada vagão ou veículo em até um minuto. Créditos: Imprensa Alexandre Baldy.
 

Os resultados da análise devem ser entregues em 7 dias, e não envolvem uma análise específica do coronavírus, devido às particularidades demandadas para trabalhar com o Sars-cov-2. Segundo a Secretaria, a tecnologia já é aplicada em diversos países do mundo não só para desinfecção de transportes, mas de hospitais e aeroportos. "Essa é uma forma eficaz, ágil e de baixo custo que poderá dar ainda mais segurança a todos que precisam se deslocar", reforça o secretário Alexandre Baldy .“Temos contato com empresas de transporte no mundo todo, diariamente, e se for necessário, vamos investir em novas soluções para que os nossos passageiros tenham cada vez mais segurança ao ir e vir”, afirmou.
 
SEGURANÇA - A Secretaria ressalta que qualquer pessoa exposta durante a aplicação deve usar EPIs adequados, especialmente óculos com proteção UV. A pesquisadora do IPT destaca que, nesse primeiro momento, a análise do IPT para a tecnologia é apenas em termos microbiológicos, e não envolve outras avaliações, como segurança e desgastes da estrutura dos vagões por conta da luz UV, por exemplo.