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  12.05.20

Proteo aos profissionais da sade mais expostos a riscos


IPT faz testes em vestimentas destinadas a profissionais da indústria química e hoje usadas como defesa contra coronavírus


O Laboratório de Têxteis Técnicos e Produtos de Proteção e o Laboratório de Calçados e Produtos de Proteção do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estão realizando ensaios em diversos tipos de equipamentos de proteção, como macacões, aventais, máscaras cirúrgicas, viseiras, óculos e calçados de segurança, visando à proteção dos profissionais da saúde contra a Covid-19. As vestimentas em teste atualmente no IPT são produzidas por empresas com expertise nas áreas de equipamentos hospitalares e também de proteção contra respingos de fluídos para uso, por exemplo, em indústrias químicas.

Diversos tipos de testes são feitos nas vestimentas, desde aqueles de impermeabilidade em aventais até outros de verificação da integridade total, no caso de macacões. Um dos ensaios feitos expõe a peça de vestuário a determinado agente de risco para avaliar a resistência à penetração de líquidos por jato, sendo feito em macacões de proteção química tipo 3.

As vestimentas de proteção contra riscos químicos são classificadas em seis tipos: gases (tipo 1), vapores (tipo 2), jatos químicos (tipo 3), aerossóis (tipo 4), partículas sólidas (tipo 5) e névoas (tipo 6).
Macacão é submetido a ensaio de exposição a agente de risco para avaliar resistência à penetração de líquidos por jato
 
Os macacões que estão sendo avaliados no IPT são utilizados em indústrias químicas nas quais o usuário possa estar exposto desde a ambientes com leves jatos de pressão até mesmo a grandes exposições a reagentes químicos, por longos períodos de tempo.

Com o atual cenário de pandemia, estas vestimentas de proteção estão sendo usadas para a proteção de profissionais da saúde em ambientes de contato direto com os pacientes contaminados, como médicos, enfermeiros e peritos criminais, em razão de terem costuras seladas e elásticos nos punhos, nos tornozelos e no capuz, o que promove uma barreira de segurança.

Para a realização do ensaio, um jato de água (com corante e um agente tensioativo) é direcionado para as costuras, elásticos e sistemas de fechamento da vestimenta. A finalidade é verificar possíveis pontos de vazamentos pelos quais possa ocorrer a penetração de algum reagente químico.

Por baixo da vestimenta de teste é utilizado um traje que é confeccionado em um material com características absorventes. Caso alguma gotícula de água com corante penetre pela peça, o traje irá absorver estas gotículas, indicando possíveis aberturas indesejadas no material. Ao final do ensaio, a vestimenta testada passa por uma inspeção visual para verificar se houve ou não a penetração de líquidos pela costura, zíperes ou elásticos, e também se o traje absorvente apresentou ou não manchas após a realização do ensaio.