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  04.03.21

Segurana sobre trilhos


Equipes do IPT fazem trabalho de inspeção e monitoramento em trechos do VLT que circula na Baixada Santista


A pandemia de Covid-19 ampliou o debate sobre a mobilidade urbana e a operação dos sistemas públicos de transporte no país. Contratado pelo Consórcio BR Mobilidade Baixada Santista, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desenvolveu um trabalho de inspeção e de monitoramento em alguns trechos da linha do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que opera entre os municípios de Santos e São Vicente, na Baixada Santista. A partir dessas atividades, o Instituto fez considerações sobre aspectos de construções de obras civis, impactos ao meio ambiente, segurança quanto a choques elétricos e à corrente de fuga na via permanente e análise da capacidade de tração elétrica instalada. 
 
O Consórcio BR Mobilidade Baixada Santista é o responsável pela operação dos ônibus, corredores de ônibus e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista,
Equipe do IPT fez vistorias ao longo da linha, visando identificar, caracterizar e mapear os diferentes trechos em função da existência de patologias como recalques diferenciais da via, trincas e fissuras. Foto foi tirada no primeiro trimestre de 2020, por isso a equipe do IPT está sem máscaras
 
por meio de parceria público-privada do Sistema Integrado Metropolitano do Governo do Estado de São Paulo. Essa linha é composta por 15 estações e possui 11 km de extensão. 
 
Uma equipe multidisciplinar do IPT fez vistorias ao longo da linha, visando identificar, caracterizar e mapear os diferentes trechos em função da existência de patologias como recalques diferenciais da via, trincas e fissuras nas partes aparentes das estações, além de alagamentos, que podem comprometer as operações e também reduzir a vida útil dos trilhos. 
 
Para subsidiar as vistorias, o uso de um drone auxiliou na coleta de dados primários, o que favoreceu a avaliação da integração da linha com o ambiente urbano devido às imagens e aos mapas gerados a partir de registros aéreos.
 
Parte do trajeto total teve instrumentação instalada pelo IPT para o monitoramento dos trechos com evidências (ou suspeita) da ocorrência de recalques após a vistoria inicial
Uso do drone auxiliou na coleta de dados primários, o que favoreceu a avaliação da integração da linha com o ambiente urbano
 
e, ao longo do ano de 2020, foram feitas outras vistorias nos trechos de maior probabilidade de problemas.

Todos os registros de campo feitos pelos pesquisadores e técnicos do IPT foram correlacionados com os demais dados do projeto a fim de identificar as prováveis causas de ocorrência das patologias.

O trabalho, que se estendeu pelo primeiro e segundo semestre do ano passado, foi concluído no final de 2020 e resultou em diretrizes orientativas para a solução técnica das patologias existentes e sugestões de melhorias a fim de conferir mais segurança à operação do VLT.