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  12.08.21

Transmisso de conhecimento


Curso de drones ministrado pelo IPT no interior paulista amplia know-how de empresa para amostragem de águas superficiais
 


Para a utilização de drones na realização da amostragem de águas superficiais (rios, lagos e nascentes) em locais de difícil acesso como usinas, aterros sanitários e nascentes, a empresa Coan Drone está lançando mão de conhecimentos adquiridos durante um curso ministrado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em 2019 na cidade de Vargem Grande Paulista (SP) sobre a aplicação dos aparelhos no gerenciamento municipal em questões ligadas ao meio ambiente.

A fim de otimizar as operações por meio do uso dos drones, o antigo Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental (hoje, Seção de Investigações, Riscos e Gerenciamento Ambiental) do IPT está trabalhando desde 2016 em um projeto dedicado a desenvolver soluções para o monitoramento hídrico. O objetivo inicial dos pesquisadores era de encontrar soluções que atendessem a consagrados procedimentos de amostragem, apresentassem baixo custo operacional e de instalação e também fossem amigáveis a profissionais das mais diferentes formações.

A proposta inicial do estudo era avaliar metodologias para a coleta de amostras de água. O sistema de coleta concebido inicialmente ficava embarcado na base do drone e usava uma bomba peristáltica que era acionada a distância. Quando o equipamento se aproximava da superfície do curso d’água e chegava à altura especificada previamemente, o bombeamento de água para o frasco de amostra tinha início.
Configuração usada para a execução dos serviços segue os mesmos princípios do IPT, mas a Coan Drone realizou algumas mudanças para que fosse possível explorar ainda mais o recurso
 


No entanto, esse configuração tinha uma grande desvantagem: a necessidade de troca ou higienização da mangueira de bombeamento devido à sua contaminação entre uma coleta e outra.

Para enfrentar o problema da contaminação, a equipe do IPT partiu para uma solução mais simples e lançou mão de amostradores descartáveis de água subterrânea, denominados bailers, solução que serviu de base para um serviço que recentemente passou a ser oferecido pela Coan Drone em parceria com a consultoria Geotecnysan. 

APERFEIÇOAMENTO - A configuração usada nesse novo serviço segue os mesmos princípios do IPT, mas a Coan Drone realizou algumas mudanças para que fosse possível explorar ainda mais o recurso: o bailer é ligado por uma corda até o sistema embarcado no drone, com tecnologia de sensor de luz, o que possibilita a soltura do objeto em caso de o operador identificar algum risco, desde variações do vento durante a operação ou o enrosco do recipiente em algum obstáculo que possa surgir durante a coleta.

O curso em 2019 foi ministrado pelo engenheiro ambiental do IPT, Caio Pompeu Cavalhieri, dentro da Plataforma Pró Municípios e os detalhes das soluções desenvolvidas pelo Instituto nessa área estão reunidas no “Amostragem de água com drone”, artigo publicado no XXIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos e disponível para download aqui.

"Além da experiência compartilhada no treinamento, ele também levantou a gama de informações e orientações que conseguimos encontrar no IPT, seja diante de um contato o qual venho fazendo desde então, sempre que preciso, ou até mesmo diretamente no site do IPT em que é possível consultar materiais, artigos e notícias que possam servir de base para projetos ou nosso dia a dia", explica Gabriel Coan, diretor da Coan Drone.